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Embora seja identificado preponderantemente com os jornais populares — ou sensacionalistas, como foram chamados durante décadas no Brasil —, o critério do sensacional está presente em todas as mídias, a exemplo do que se deu na cobertura jornalística do acidente com o avião da Air France.

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O desastre com o voo AF 447 pode ser considerado um fait divers, já que a cobertura do acontecimento mereceu destaque midiático exatamente porque esse assunto chama a atenção do público e apresenta as características apontadas no texto citado.

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A cobertura de desastres aéreos sempre recebe destaque na mídia, especialmente em um caso como o do voo AF 447, fato que continha vários critérios de noticiabilidade importantes tanto para a mídia brasileira quanto para a francesa, como o número de pessoas atingidas em cada país, o fato de haver cidadãos de várias nações no voo, a classe social das vítimas e a importância política de algumas delas.

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A falta de informações básicas sobre o acidente — decorrente da distância e inacessibilidade do local, da escassez de dados oficiais confirmados, da não divulgação da lista de passageiros etc. — levou os jornalistas a optarem pela cobertura de assuntos relacionados ao caso, como exemplifica a chamada principal do sítio G1 no momento citado. Essa opção é uma estratégia de noticiabilidade que objetiva manter a atenção do público, comprovada pelo fato de as matérias correlatas apresentarem valor-notícia associado ao tema principal, o acidente aéreo.

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Dois dias depois do referido acidente, as notícias concentravam-se nas dificuldades para realização das buscas aos destroços do avião e a possíveis sobreviventes. Essas matérias citadas são suítes da matéria principal que informou sobre o desaparecimento do avião.

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Para dar forma jornalística a um fato-acontecimento, o jornalista formula seis perguntas: o quê?, quem?, quando?, onde?, por quê?, e como?. Essa sequência de elementos e seu conteúdo são definidos após a apuração final das informações, pelo editor, o que exclui a participação do repórter na elaboração do lide.

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As novas tecnologias modificaram o tempo das publicações impressas. Atualmente, os sites dos jornais diários trazem as informações um dia antes da cópia impressa, isto é, os veículos digitais “furam” constantemente seus correspondentes impressos. Entretanto, isso não é um problema para as empresas de comunicação, porque os diferentes veículos — impresso e digital — atingem públicos distintos.

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Para o noticiário factual, o tempo é um fator preponderante em toda a produção jornalística impressa. O que não é apurado em tempo de ser editado para a publicação, simplesmente não entra no produto final. A exceção são as chamadas matérias frias, que podem ser publicadas em outro momento sem perder o interesse.

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A ideologia profissional dos jornalistas é a principal responsável pelas notícias produzidas, não havendo interferência das rotinas de produção verificadas em cada veículo.

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Ao afirmar que a mídia constitui agente de construção da realidade social, o texto reforça o pressuposto de que a atividade jornalística é objetiva, visto que a mencionada construção simbólica se dá de forma neutra no que se refere ao papel dos jornalistas e dos veículos de comunicação.