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A respeito do processo de globalização nos meios de comunicação, assinale a afirmativa correta. 

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Prova: Senado Federal
Ano: 2008    Banca: FGV    Cargo: Editor de TV
Disciplina: Comunicação Social
Assunto: História da Comunicação

No livro Lula presidente – Televisão e política na campanha eleitoral (São Paulo: Hacker, 2003, p.44), Antonio Albino Canelas Rubim diz que a intervenção midiática nos pleitos presidenciais brasileiros “demonstrou como a mídia tem desempenhado um significativo papel político e eleitoral, em especial no período pós-ditadura, quando o país já se encontrava estruturado em rede e ambientado pela comunicação midiática, vivendo uma situação de Idade Mídia”. 

Contextualizando historicamente o que diz o autor e levando-se em conta as grandes empresas de comunicação, pode-se afirmar que: 

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A imprensa régia já existia em Lisboa, antes da vinda da corte de Dom João VI para o Brasil, sendo esta a razão para não se considerar a Gazeta do Rio de Janeiro como o primeiro jornal oficial brasileiro.

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Comparando-se técnicas de impressão mais antigas, como a serigrafia e a litogravura, com o ofsete, tão presente na atualidade, percebe-se, ainda hoje, a existência de correlação entre os processos de gravação de matrizes pioneiros e os atuais.

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Ao longo dos séculos, os processos gráficos sempre se superaram no que se refere à velocidade, ainda mais com o surgimento do processo de digitalização. Permanece, no entanto, um descompasso representado pela necessidade de se produzirem fotolitos, já que eles devem ser fabricados por meios fotoquímicos, ou seja, mediante gravação analógica, revelação, secagem e retoque manual.

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Embora as técnicas de impressão semelhantes às dos tipos móveis do tempo de Gutenberg ainda estejam em uso em numerosas gráficas, permanece a limitação quanto à reprodução de imagens em tipografia, devido à impossibilidade de se introduzirem clichês entre lingotes e fontes.

No Brasil, um dos fatores que marcaram o sucesso de público obtido pela televisão, no início de suas transmissões, foi o fato de ela já ter surgido com uma linguagem estabelecida e consolidada a partir das experiências vivenciadas pelo rádio.

A Rádio Nacional do Rio de Janeiro inovou no gênero jornalístico ao implantar o lead radiofônico para criar o impacto inicial da notícia e sintetizar as principais informações dos acontecimentos.

Lemas como “pela cultura dos que vivem em nossa terra, pelo progresso do Brasil” e “ensinar para educar; educar para servir à pátria” foram utilizados pelo governo militar, em 1964, para justificar a criação de um sistema brasileiro educativo de rádio e televisão.

Após o estabelecimento das redes de televisão com abrangência nacional, ocorreu forte penetração, nas programações, de padrões de vida característicos de centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo, o que obrigou as emissoras a promoverem significativa mudança nos perfis de seus programas, em razão da abrangência e da heterogeneidade de suas audiências.