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Defendida pela teoria dos dois estágios (two steps flow), a ideia de que os líderes de opinião, supostamente mais bem informados, desempenham papel preponderante ao filtrar as informações originalmente difundidas pelos meios de comunicação de massa não se aplica à comunicação nas redes sociais.


Uma das expectativas em relação ao diferencial da comunicação pública está no esforço que se espera dos promotores de notícias (news promotors) em convencer os profissionais dos meios de comunicação mercadológicos (news makers) quanto à noticiabilidade de fatos de interesse público (utilidade), mas não, necessariamente, de interesse do público (curiosidade).

Além das autoridades públicas, também praticam a comunicação pública, cobrando e dando feedback, e dialogando, agentes como os sindicatos, as ONGs, as empresas, os partidos políticos, os movimentos sociais, os grupos étnicos e as igrejas.

A comunicação pública deve privilegiar o interesse público em detrimento do interesse individual ou corporativo e não pode ser considerada sinônimo de comunicação governamental ou de comunicação partidária. 

Inclui-se na categoria de jornalismo público a prática que consiste na cobertura, por alguns jornais, de fatos decorrentes de campanhas públicas das quais eles participem diretamente como organizadores.


Por serem fontes de fé pública, os veículos de comunicação estatais e governamentais dispensam a apuração, pelo usuário, da veracidade das informações disponibilizadas em sítios oficiais na Internet. 

Na América Latina, a busca de autonomia editorial e organizacional em favor do cidadão e de uma comunicação pública, a despeito da tendência natural das correntes políticas pelo uso de entes estatais para fins político-partidários, representou um desafio marcante das televisões públicas.


As políticas de comunicação no Brasil têm sido relacionadas a planos desenvolvimentistas, podendo assim ser entendida a criação do Código Brasileiro de Telecomunicações, considerado ainda hoje um dos principais marcos legais do setor.


Na década de 60 do século passado, quando ocorreram os primeiros grandes investimentos em infraestrutura de telecomunicações, os aportes mais significativos vieram da iniciativa privada, tendência que se inverteu a partir da década de 90, quando o Estado se transformou no protagonista financeiro do setor.


Habermas, ao analisar a esfera pública burguesa, concluiu que a cultura de mercado é o ponto de partida para explicar a crise da vida política nas sociedades modernas, nas quais a primazia do consumidor ocorreu em detrimento do cidadão.