{"id":7288,"date":"2020-09-16T22:16:40","date_gmt":"2020-09-17T02:16:40","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/doitarts\/?p=7288"},"modified":"2025-12-03T11:28:47","modified_gmt":"2025-12-03T15:28:47","slug":"design-tipografia-e-a-invencao-da-imprensa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/doitarts.com\/historia-e-evolucao-do-design\/design-tipografia-e-a-invencao-da-imprensa\/","title":{"rendered":"Design, tipografia e a inven\u00e7\u00e3o da imprensa"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Neste artigo sobre Design e tipografia e a inven\u00e7\u00e3o da imprensa vamos aprofundar um pouco mais sobre o assunto que iniciamos em <a class=\"keychainify-checked\" href=\"https:\/\/doitarts.com\/profissoes\/design-de-fontes-ou-tipos\/\">profiss\u00e3o design de tipos<\/a> , dessa forma podemos conceituar melhor o termo a ainda entregar uma informa\u00e7\u00e3o valiosa.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para come\u00e7ar vamos definir etimologicamente a palavra tipografia.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>A palavra &#8220;tipografia&#8221; (do latim renascimental typographia) foi cunhada a partir dos elementos da l\u00edngua grega \u03c4\u03cd\u03c0\u03bf\u03c2 [t\u00fdpos], que significa &#8220;impress\u00e3o&#8221;, e -\u03b3\u03c1\u03b1\u03c6\u03af\u03b1 [-graph\u00eda], &#8220;escrita&#8221; &#8211; Wikipedia<\/p>\r\n<cite><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Tipografia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Wikipedia<\/a><\/cite><\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Inicialmente, os tipos mais rudimentares foram criados pelo chineses, no entanto sua inova\u00e7\u00e3o aconteceu no s\u00e9culo XV, atrav\u00e9s do alem\u00e3o <strong>Johannes Gutenberg<\/strong> (1395 &#8211; 1468).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>No seu modelo, Johannes Gutenberg desenvolveu tipos m\u00f3veis aperfei\u00e7oando a prensa tipogr\u00e1fica. Seu conceito, baseia-se na reutiliza\u00e7\u00e3o de tipos para compor diferentes textos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Gutenberg inventou os tipos m\u00f3veis fundidos em metal em 1455, por\u00e9m j\u00e1 havia livros impressos na China e Jap\u00e3o em 1330, eles utilizavam tipos gravados em madeira.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Gutenberg n\u00e3o inventou a imprensa, para esclarecer, aperfei\u00e7oou o processo que j\u00e1 era conhecido. Dessa forma, acelerou a confec\u00e7\u00e3o de livros na \u00e9poca.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O m\u00e9todo utilizado por Gutenberg, consistia na fundi\u00e7\u00e3o de metal, pois o processo iniciava com a fabrica\u00e7\u00e3o de moldes-macho (pun\u00e7\u00f5es).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os moldes-macho em a\u00e7o (mais duro), eram usados na grava\u00e7\u00e3o de outro molde mais macio, uma vez que as matrizes eram feitas de cobre.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O Resultado eram glifos negativos, assim a cavidade era preenchida com chumbo e antim\u00f4nio a 300 \u00baC, o seu resfrio r\u00e1pido permitia seu uso diversas vezes.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O tipos eram colocados no componedor, consequentemente era criada uma linha de texto, ap\u00f3s isso eram guardados em caixas de forma organizada.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Gutenberg tamb\u00e9m criou a tinta e o papel espec\u00edfico para a impress\u00e3o atrav\u00e9s de tipos m\u00f3veis.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A tinta consistia na mistura de fuligem, resina e \u00f3leo de linha\u00e7a, porque sua viscosidade n\u00e3o atravessava o papel, permitindo o uso do verso.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o era realizada a partir do couro de cachorro forrado com crina de cavalo, o couro de cachorro tornou-se ideal devido a aus\u00eancia de poros, uma vez que os cachorros transpiram pela l\u00edngua e focinho.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O Profissional no passado<\/h4>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os t\u00e9cnicos respons\u00e1veis pela atividade s\u00e3o conhecidos como tip\u00f3grafos (ou designers especializados).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Os gravadores de tipos ou puncionistas, eram chamados assim os designers de tipos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Designers de tipos e puncionistas Claude Garamond e Giambattista Bodoni, criaram fontes cl\u00e1ssicas que at\u00e9 hoje s\u00e3o estimadas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A composi\u00e7\u00e3o manual foi mecanizada no fim do s\u00e9culo XIX com a cria\u00e7\u00e3o do linotipo (Ottmar Merghenthaler) e monotipo (Tolbert Lanston).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Enormes e complexas m\u00e1quinas que fundiam e alinhavam tipos de chumbo a partir do texto selecionado em um teclado.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O termo linotipo passou a designar essas m\u00e1quinas e seu operador linopitista. Em 1940, come\u00e7ou a surgir a fotocomposi\u00e7\u00e3o, usando matrizes fotogr\u00e1ficas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nos anos 60 e 70 o &#8220;offset&#8221; tornou-se popular, ultrapassando o uso do linotipo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nessa \u00e9poca, surgiu a impress\u00e3o por letras transfer\u00edveis (transfer), bastante acess\u00edvel, mas limitadas para pequenos textos, amplamente utilizada por designers e publicit\u00e1rios.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nos anos 90, com o crescimento da computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, a tipografia tornou-se mais comum para o uso e cria\u00e7\u00e3o de novos tipos por parte de designers e leigos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A populariza\u00e7\u00e3o de fontes tipogr\u00e1ficas possibilitou o surgimento de projetos tipogr\u00e1ficos mal elaborados e deficientes, em contrapartida exigiu uma melhor especializa\u00e7\u00e3o por parte de designers, que al\u00e9m de avaliar a aplica\u00e7\u00e3o de fontes, tornaram o mercado ainda mais exigente.<\/p>\r\n\r\n\r\n\n<amp-fit-text class=\"is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\" layout=\"fixed-height\" min-font-size=\"14\" max-font-size=\"72\" height=\"80\"><blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><em>Esperamos ter ajudado, por favor curta e compartilhe nosso conte\u00fado para que mais pessoas entendam sobre Design e seus conceitos.<\/em><\/p><p>Muito Obrigado!<\/p><cite><a class=\"keychainify-checked\" href=\"https:\/\/doitarts.com\/\">Do It Arts<\/a> por Denis Solano<\/cite><\/blockquote><\/amp-fit-text>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesse artigo sobre Design, tipografia e a inven\u00e7\u00e3o da imprensa vamos aprofundar um pouco mais sobre o assunto que iniciamos em profiss\u00e3o design de tipos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7295,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1542],"tags":[88,772],"class_list":["post-7288","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-e-evolucao-do-design","tag-historia-do-design","tag-tipografia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7288","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7288"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7288\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12885,"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7288\/revisions\/12885"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7288"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7288"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/doitarts.com\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7288"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}