D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

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Siglas

Letra inicial ou conjunto de letras iniciais de um nome próprio empregado como monograma. Juarez Bahia define como uma redução ou abreviatura composta pelas iniciais, em geral, de intitulativos oficiais ou oficiosos, de emprego frequente, quase sempre extensos. (...) Tem pelo menos duas funções: criar uma identidade ou sinal amplamente verificável e fiel ao nome; e funcionar como palavra sucessora de palavras, títulos ou extensões.

Pescoço

Caderno do meio de uma edição dominical impressa. Por conveniência da redação é fechado na sexta-feira. Denomina-se pescoção, na gíria dos redatores, o caderno com grande número de páginas ou do conjunto de pescoços.

Papel Social do Jornalismo

O jornalismo tem o compromisso social como princípio ético e deontológico. Os jornalistas possuem imenso poder de persuasão e precisam utilizá-lo de maneira beneficiar a sociedadeDo ponto de vista ético, o jornalista tem responsabilidades perante a sociedade. Entre elas: auxiliá-la em suas decisões, enriquecê-la culturalmente, colaborar com o fortalecimento da cidadania, divulgar o que possa contribuir, denunciar o que possa vir a ser prejudicial e se responsabilizar por tudo o que divulga. A função social implica em fornecer informações de modo exato e completo, para todos os grupos sociais e para que todos possam compreender os acontecimentos e ter conhecimento para tomar decisões de forma livre e judiciosa.  

Jornalismo como Serviço Público

Para Felipe Pena, o Jornalismo é um serviço público, dotado de uma função social, que é atender as demandas da cidadania, promover a mobilização social, melhorar o debate público, rever a agenda pública e fazer com que o cidadão tenha clara compreensão do contexto dos acontecimentos para a construção do bem comum. "O perfil do jornalismo contemporâneo foi configurado há muito e encerra a ideia de que tem um papel social a cumprir - tal ideia estaria ancorada no nível de esclarecimento das audiências, que, cada vez mais, querem ter acesso aos fatos. Isso, porque hã uma consciência subjacente de que para participar da história, decidir sobre o próprio rumo ou alterar o curso, é preciso estar informado". Medina

Editorializar a pauta

Ocorre quando o meio de comunicação evidencia suas preferências na redação das notícias. Nesse caso, a mídia não precisa expor suas preferências de forma ostensiva (pode, por exemplo, dar prós e contras e, mesmo assim, omitir fontes de fato esclarecedoras). Pode não apoiar explicitamente um candidato. Basta divulgar o noticiário negativo sobre o seu oponente. 

Sigla

"Redução ou abreviatura composta  pelas iniciais, em geral, de intitulativos oficiais ou oficiosos, de emprego frequente, quase sempre extensos, como é o caso de United Nations Educational Scientific and Cultural Organization - Unesco. Tem, pelo menos, duas funções: criar uma identidade ou sinal amplamente verificável e fiel ao nome; e funcionar como palavra sucessora de palavras, títulos ou extensões, a exemplo de instituições internacionais ou nacionais que inspiram estruturas vocabulares autônomas (cégété, cegétiste, de debê, emedebista, de Movimento Democrático Brasileiro - MDB e, mais tarde, alterado o nome pe (e) medebê/ pe (e)medebista, de Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB." Bahia

Sinédoque

A sinédoque é uma figura de linguagem caracterizada pela substituição de um termo por outro, ocorrendo uma redução ou ampliação do sentido desse termo. Muito semelhante à metonímia. Normalmente estabelece uma relação entre a parte e o todo. Na verdade trata-se da inclusão ou contiguidade semântica existente entre dois nomes e que permite a substituição de um pelo outro.

Manual de Redação e Estilo

Para Juarez Bahia, "de redação e estilo, também chamado manual de normal ou livro de normas, é o conjunto de informações, esclarecimentos e recomendações do veículo para os seus redatores, repórteres, articulistas, diagramadores, colaboradores, etc. Roteiro de usos e padrões que um jornal, uma revista, rádio ou TV, uma editora ou gráfica estabelece para dar unidade à linguagem, buscar um estilo próprio, sistematizar termos e pronúncias e facilitar soluções artísticas e técnicas sem prejuízo da criatividade gráfica e editorial. Para ter utilidade, o manual de redação e estilo deve ser reescrito e atualizado na medida da necessidade de compatibilizar uma informação completa, bem apurada, objetiva, direta, simples, honesta, atraente, isenta, correta, bem escrita, com o dinamismo da língua, as alterações semânticas, a evolução das tecnologias dos mass media, e com a própria dinâmica do veículo - o aperfeiçoamento dos profissionais que nele trabalham, desde aqueles que chegam à redação sem experiência anterior - ou que procedem de publicações em que as normas são diferentes - até aqueles de prática já comprovada e que adquiriram vícios de leitura ou que reclamam reciclagem."

Jornalismo de ‘Gabinete’

Alberto Dines, em “O papel do jornal”, descreve o jornalismo de ‘gabinete’ com sendo acomodado e preso a releases e notas oficiais. Para evitar isso, ele sugere: jornalismo investigativo, depoimento pessoal e jornalismo interpretativo.” O jornalismo de gabinete e o jornalismo do gravador estão substituindo o jornalismo de campo e da ação.

Imprensa Alternativa

Ou underground, nanica, clandestina. Publicação periódica, caracteriza-se por contestar a cultura oficial, os métodos e práticas empresariais do jornalismo estabelecido, os padrões vigentes (da linguagem à publicidade). Adquire expressão de movimento jovem nos anos 60 e 70, tornando-se mais influente nos Estados Unidos e na Europa. Abrange jornais a lápis, jornais e revistas mimeografados, histórias em quadrinhos, posters, jornais de escolas e bairros, boletins políticos radicais, folhas sobre sexo e assuntos pop, tendo por característica comum a rejeição da sociedade.

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