D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

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Visibilidade

Conjunto de manifestações que tornam essa organização perceptível ao seu público. A visibilidade na imprensa se dá a partir da mediação entre as perspectivas/interesses organizacionais e as visões/objetivos do campo jornalístico, mas não pode ser controlada pelas organizações. Portanto, apresenta-se, ao mesmo tempo, como ação estratégica e risco para as organizações.

Entrevista Ping-Pong

Entrevista em formato de perguntas e respostas. Deve ter texto introdutório (entre 10 a 15) contendo um resumo do tema abordado, além de pequeno perfil do entrevistado. Pode conter também dados do local, hora e duração da conversa, se forem relevantes. A entrevista deve ser gravada, de preferência com dois gravadores para ser reproduzida com fidelidade. Na transcrição das perguntas e respostas, deve ser o mais fiel possível. No entanto, deve-se suprimir redundâncias e marcas de oralidade (gírias e cacoetes, oriundos de regionalismos e características pessoais devem permanecer inalterados), sem alterar as ideias do entrevistado.

Estado-Igreja

O modelo “igreja-estado”, surgiu nos Estados Unidos, quando o dono e fundador da revista Time decidiu separar a redação de todo o resto. O jornalismo (“igreja”), separou-se do negócio (“estado”). Segundo o artigo de Bucci, “Henry Luce (1898-1967), co-fundador da revista Time” conseguiu transformar um padrão organizacional “separar o lado comercial (apelidado de "Estado") e o lado editorial (a "Igreja") na administração de Time Inc.” Foi a partir do final do século XIX, que diversos jornais dos EUA começaram a dividir seus funcionários em duas equipes: uma dos jornalistas, responsáveis pela área editorial (a "Igreja"); e outra responsável pela área comercial (o "Estado"). O objetivo era assegurar um ambiente em que interesses de anunciantes ou financeiros não distorcessem as pautas e o enfoque das reportagens. 

Siglas

Letra inicial ou conjunto de letras iniciais de um nome próprio empregado como monograma. Juarez Bahia define como uma redução ou abreviatura composta pelas iniciais, em geral, de intitulativos oficiais ou oficiosos, de emprego frequente, quase sempre extensos. (...) Tem pelo menos duas funções: criar uma identidade ou sinal amplamente verificável e fiel ao nome; e funcionar como palavra sucessora de palavras, títulos ou extensões.

Pescoço

Caderno do meio de uma edição dominical impressa. Por conveniência da redação é fechado na sexta-feira. Denomina-se pescoção, na gíria dos redatores, o caderno com grande número de páginas ou do conjunto de pescoços.

Papel Social do Jornalismo

O jornalismo tem o compromisso social como princípio ético e deontológico. Os jornalistas possuem imenso poder de persuasão e precisam utilizá-lo de maneira beneficiar a sociedadeDo ponto de vista ético, o jornalista tem responsabilidades perante a sociedade. Entre elas: auxiliá-la em suas decisões, enriquecê-la culturalmente, colaborar com o fortalecimento da cidadania, divulgar o que possa contribuir, denunciar o que possa vir a ser prejudicial e se responsabilizar por tudo o que divulga. A função social implica em fornecer informações de modo exato e completo, para todos os grupos sociais e para que todos possam compreender os acontecimentos e ter conhecimento para tomar decisões de forma livre e judiciosa.  

Jornalismo como Serviço Público

Para Felipe Pena, o Jornalismo é um serviço público, dotado de uma função social, que é atender as demandas da cidadania, promover a mobilização social, melhorar o debate público, rever a agenda pública e fazer com que o cidadão tenha clara compreensão do contexto dos acontecimentos para a construção do bem comum. "O perfil do jornalismo contemporâneo foi configurado há muito e encerra a ideia de que tem um papel social a cumprir - tal ideia estaria ancorada no nível de esclarecimento das audiências, que, cada vez mais, querem ter acesso aos fatos. Isso, porque hã uma consciência subjacente de que para participar da história, decidir sobre o próprio rumo ou alterar o curso, é preciso estar informado". Medina

Editorializar a pauta

Ocorre quando o meio de comunicação evidencia suas preferências na redação das notícias. Nesse caso, a mídia não precisa expor suas preferências de forma ostensiva (pode, por exemplo, dar prós e contras e, mesmo assim, omitir fontes de fato esclarecedoras). Pode não apoiar explicitamente um candidato. Basta divulgar o noticiário negativo sobre o seu oponente. 

Sigla

"Redução ou abreviatura composta  pelas iniciais, em geral, de intitulativos oficiais ou oficiosos, de emprego frequente, quase sempre extensos, como é o caso de United Nations Educational Scientific and Cultural Organization - Unesco. Tem, pelo menos, duas funções: criar uma identidade ou sinal amplamente verificável e fiel ao nome; e funcionar como palavra sucessora de palavras, títulos ou extensões, a exemplo de instituições internacionais ou nacionais que inspiram estruturas vocabulares autônomas (cégété, cegétiste, de debê, emedebista, de Movimento Democrático Brasileiro - MDB e, mais tarde, alterado o nome pe (e) medebê/ pe (e)medebista, de Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB." Bahia

Sinédoque

A sinédoque é uma figura de linguagem caracterizada pela substituição de um termo por outro, ocorrendo uma redução ou ampliação do sentido desse termo. Muito semelhante à metonímia. Normalmente estabelece uma relação entre a parte e o todo. Na verdade trata-se da inclusão ou contiguidade semântica existente entre dois nomes e que permite a substituição de um pelo outro.

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