D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

para a tag "história da imprensa"

A Voz do Brasil

A Voz do Brasil é um noticiário radiofônico estatal, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação, de difusão obrigatória (exceto em casos excepcionais onde o Poder Executivo isente) cuja transmissão deve ocorrer de segunda a sexta-feira (exceto feriados) em todas as emissoras radiofônicas brasileiras, na janela de horário de 19h às 22h, tendo duração de 1 hora. Caso a transmissão não seja às 19h, a emissora é obrigada a informar neste horário a que horas A Voz do Brasil será transmitida.

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Gazeta do Rio de Janeiro

Gazeta do Rio de Janeiro (10 de setembro de 1808) – Primeiro periódico impresso no Brasil. Constituído principalmente de conteúdo oficial e governamental. Corresponde ao Diário Oficial da União atual. Até à sua publicação, fruto da transferência da corte portuguesa para o Brasil, era terminantemente proibido aos habitantes da colônia o acesso a publicações. Publicado duas vezes por semana (bi-hebdomadário), era um jornal oficial e consistia, basicamente, de comunicados do governo. 

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Imprensa Alternativa (Nanica)

Ou underground, nanica, clandestina. Publicação periódica, caracteriza-se por contestar a cultura oficial, os métodos e práticas empresariais do jornalismo estabelecido, os padrões vigentes (da linguagem à publicidade). Adquire expressão de movimento jovem nos anos 60 e 70, tornando-se mais influente nos Estados Unidos e na Europa. Abrange jornais a lápis, jornais e revistas mimeografados, histórias em quadrinhos, posters, jornais de escolas e bairros, boletins políticos radicais, folhas sobre sexo e assuntos pop, tendo por característica comum a rejeição da sociedade.

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Jornal de Vanguarda

Jornal de Vanguarda foi um programa informativo criado pelo jornalista Fernando Barbosa Lima para a TV Excelsior em 1963 e considerado um marco na história do telejornalismo brasileiro, pela criatividade na forma de apresentação, aliada à seriedade no tratamento da notícia. Entrou no ar no dia 2 de setembro de 1963, com o nome de Jornal Excelsior e o slogan "um show de notícias". Em função de patrocínio, em seguida passou a chamar-se Jornal Cássio Muniz. Em 1964 recebeu o prêmio internacional Ondas, como melhor telejornal do ano. Em 1965 o programa passou para a TV Tupi, onde afinal recebeu o nome de Jornal de Vanguarda. Em 1966 foi para a TV Globo, e nos anos seguintes foi apresentado pela TV Continental e TV Rio. Em dezembro de 1968, com o Ato Institucional Número Cinco, a censura sobre o jornal ficou mais dura, e Fernando Barbosa Lima tomou a decisão de retirar o programa do ar. Sua justificativa: "Cavalo de raça, quando ferido, mata-se com um tiro na cabeça".

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Penny Press

Foi no século XIX que a imprensa popular surgiu e se desenvolveu, diferenciando-se do modelo do jornalismo até então político e de ideias (partisan press). O conceito “penny press” surgiu nos Estados Unidos com a criação de jornais maioritariamente noticiosos, politicamente independentes, baratos (custavam um centavo, ao contrário dos outros que custavam por volta de seis centavos) e com um discurso acessível e direcionados para as pessoas comuns.

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Pirâmide Invertida

Técnica de redação na qual a disposição das informações é feita em ordem decrescente de importância. As informações mais importantes são posicionadas no primeiro parágrafo, o lide. Em seguida são colocada as de interesse intermediário e por fim as menos importantes. O termo pirâmide invertida é utilizado porque a base desta, aquilo que é noticiosamente mais importante, se encontra no topo. É utilizada para facilitar o ajuste da matéria no fechamento da edição, caso seja necessário cortar parágrafos, além de que, nela, o leitor pode interromper a leitura onde desejar.

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Reforma gráfica e editorial do Jornal do Brasil

A reforma gráfica e editorial do Jornal do Brasil nos anos 1950 foram marcantes na história do jornalismo impresso no país, criando uma tendência copiada por praticamente todos os jornais do país e que é comum até hoje, tornando o Jornal do Brasil novamente numa referência nacional.

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Repórter Esso

O Seu Repórter Esso (ou simplesmente Repórter Esso) foi um noticiário histórico do rádio e da televisão brasileira e seguia a versão americana do programa chamada de "Your Esso Reporter". Foi o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil que não se limitava a ler as notícias recortadas dos jornais, pois as matérias eram enviadas por uma agência internacional de notícias sob o controle dos Estados Unidos. O repórter Esso era patrocinado por uma empresa estadunidense chamada Standard Oil Company of Brazil, conhecida como Esso do Brasil. Os locutores que fizeram maior sucesso no noticioso foram: em São Paulo, Benedito Ruy Rezende e Dalmácio Jordão, que narrou o noticiário de 1950 até seu final, Kalil Filho, Gontijo Teodoro, Luís Jatobá e Heron Domingues. Os slogans mais famosos eram: O Primeiro a Dar as Últimas e Testemunha Ocular da História.


O programa trouxe para o radiojornalismo brasileiro a informação por ele divulgada não apenas como notícia, mas constituída também, em texto dirigido, propaganda político-ideológica, produzindo e construindo sentido e com alvo certo: o governo e determinados segmentos da sociedade brasileira. Não obstante, A Segunda Guerra acabou depois que o Repórter Esso noticiou, célebre frase de um jornal da época, exprime a importância e credibilidade que o Repórter Esso conquistou. A primeira transmissão ocorreu na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1941, iniciando a cobertura do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Na televisão, o noticiário, inicialmente com o nome de O Seu Repórter Esso, foi apresentado de 10 de abril de 1952 até 31 de dezembro de 1970 na TV Tupi.
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Rheinische Zeitung

Rheinische Zeitung (Gazeta Renana) é um jornal alemão do século XIX que ficou famoso por ser editado por Karl Marx. O jornal foi fundado em 1 de Janeiro de 1842 com um cunho editorial reformista pró-democracia, provendo uma saída para a classe média e intelectuais da região do Reno, que cada vez mais se opunham ao autoritarismo Prussiano. Max Stirner publicou O Falso Princípio de nossa Educação em abril, e Marx escreveu para o jornal pela primeira vez em 5 de Maio.

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