D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

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Elementos da Comunicação

A comunicação representa a transmissão de mensagens entre um emissor e um recepto e é associada à linguagem e interação.  É um elemento essencial da interação social humana. A comunicação somente será efetivada se o receptor decodificar a mensagem transmitida pelo emissor. Os elementos que compõem a comunicação são Canal de comunicação, Emissor, Receptor, Mensagem, Contexto, Código e Ruído.

Teoria do Agendamento

Os consumidores de notícias tendem a considerar mais importantes os assuntos que são veiculados na imprensa, sugerindo que os meios de comunicação agendam nossas conversas. A mídia nos diz sobre o que falar e pauta nossos relacionamentos. É uma reação a teoria dos efeitos limitados. Como as pessoas apreendem as informações e formam se conhecimento sobre o mundo.

Teoria dos Seis Graus de Separação

A Teoria dos Seis Graus de Separação (teoria do "mundo pequeno") afirma que, no mundo, são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas. No estudo, feito nos Estados Unidos, buscou-se, através do envio de cartas, identificar o números de laços de conhecimento pessoal existente entre duas pessoas quaisquer. Cada pessoa recebia uma carta identificando a pessoa alvo e deveria enviar uma nova carta para a pessoa identificada, caso a conhecesse, ou para uma pessoa qualquer de suas relações que tivesse maior chance de conhecer a pessoa alvo. A pessoa alvo, ao receber a carta, deveria enviar uma carta para os responsáveis pelo estudo. A popularidade da crença no fato de que o número máximo de passos entre duas pessoas é 6 (seis) gerou, em 1990, uma peça de nome Six Degrees of Separation, de John Guare.

Teoria das Influências Seletivas

A Teoria das Influências Seletivas surge após a Teoria Hipodérmica tornar-se obsoleta. Concluiu-se que o receptor (público) não era tão passivo a mensagem (Estímulo) e que haviam outros elementos que influenciavam a maneira que seriam interpretadas as mensagens. Processos psicológicos e Mediadores sociais.

Abordagem Empírico Experimental

A abordagem Empírico Experimental  estudava a intervenção de fatores individuais e subjetivos (psicológicos), com fins persuasivos. Foram determinados diversos fatores ligados à audiência e a mensagem que prenderiam ou não o interesse do receptor sobre a mensagem, entre eles: Motivação, Exposição, Seletiva, Percepção Seletiva, Memorização Seletiva, Efeito Latente entre outras.

Abordagem Empírica de Campo

Abordagem Empírica de Campo (Efeitos Limitados) - Trata da Influência que flui nos relacionamentos comunitários. Two Step Flow Communication - destaca a importância dos formadores de opinião comunitários como construtores de opinião pública em pequena escala. É determinado pela mediação que os líderes de opinião desenvolvem entre a mídia e outros indivíduos do grupo.

Abordagem dos Usos e Gratificações

A partir da Teoria Funcional foi desenvolvido o estudo com a ideia de uma "leitura negociada" na qual o receptor passa a ser agente na interpretação das mensagens midiáticas. As mensagens são desfrutadas e adaptadas à realidade do receptor, de acordo com sua motivações. A mensagem deve ter uma função, estando inclusive ligada ao contexto socioeconômico da audiência, sendo necessário suprir as necessidades do indivíduo. São elas: necessidade de integração em nível social, cognitivas, afetivas e estéticas e evasão.

Teoria das Mediações

Teoria das Mediações e Estudos Culturais - Enxerga o processo de comunicação a partir dos dispositivos socioculturais que influenciam o modo dos sujeitos envolvidos interpretarem o mundo.O ato de ver televisão, ouvir o rádio ou ler o jornal, que envolve a negociação dos sentidos. RECEPTOR PASSIVO-ATIVO - o receptor não é um simples decodificador daquilo que o emissor depositou na mensagem, mas também um produtor. As representações, os textos, os discursos estariam diretamente relacionados a certos mapas de significados que permitiriam aos agentes sociais interpretar, conhecer, reconhecer, contestar e agir no mundo social.

Teoria da Imagem

Desde os primórdios da história do conhecimento que filósofos e pensadores se debruçam sobre a complexa relação que une imagem e realidade, bem como sobre as respectivas definições. Platão define imagem, em República, como “... primeiramente [as] sombras depois [os] reflexos que se vêem nas águas ou na superfície dos corpos opacos, polidos e brilhantes, e a todas as representações semelhantes”. A retórica medieval define imagem como “aliquid stat pro aliquo” algo que está em lugar de uma outra coisa, apontando já para algo que pode ser fabricado. No entanto, qualquer que sejam as posições teóricas adotadas se entende por imagem algo utilizado para representar uma outra coisa, na sua ausência, existindo em qualquer imagem três dados incontornáveis: 

Representações sociais

Representações Sociais são o conjunto de explicações, crenças e ideias que nos permitem evocar um dado acontecimento, pessoa ou objeto. Estas representações são resultantes da interação social, pelo que são comuns a um determinado grupo de indivíduos. As representações sociais são modalidades de pensamento prático orientadas para a compreensão e o domínio do ambiente social, material e ideal. Enquanto tal, elas apresentam caraterísticas específicas no plano da organização dos conteúdos, das operações mentais e da lógica.

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