D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

para a tag "Teorias da Comunicação"

The Mean World Syndrome

Termo cunhado por George Gerbner para descrever um fenômeno pelo qual conteúdo relacionado a violência da mídia de massa faz com que os espectadores acreditem que o mundo é mais perigoso do que realmente é. Gerbner, um pesquisador pioneiro sobre os efeitos da televisão sobre a sociedade, argumentou que as pessoas que assistiram uma grande quantidade de televisão tende a pensar o mundo como um lugar intimidante e implacável.

Improbabilidade da Comunicação

 A improbabilidade é uma condição inerente à própria natureza e por isso não basta tentar reduzir um tipo de improbabilidade para se resolver o problema. O problema da comunicação é decomposto por Niklas Luhmann em três improbabilidade: Compreensão entre os interlocutores; recepção da mensagem pelos receptores; o receptor adote o conteúdo seletivo da comunicação.

Teoria da Propaganda

Em A Manipulação do Público, de Edward S. Herman e Noam Chomsky, é apresentada a Teoria da Propaganda que explica a existência de um viés sistêmico dos meios de comunicação em termos de causas econômicas e estruturais e não como fruto de uma eventual conspiração criada por algumas pessoas ou grupos de pessoas contra a sociedade.Esse modelo mostra que esse viés deriva da existência de cinco filtros que todas as notícias precisam ultrapassar antes de serem publicadas e que, combinados, distorcem sistematicamente a cobertura das notícias pelos meios de comunicação.

Verificação de Dados

Ato de verificar afirmações fatuais em texto não-fictício, para determinar a veracidade e correção das afirmações no texto. A pesquisa é realizada por organizações de verificação de fatos e, apóia a noção de que mais de uma fonte de verificação de fato deve ser consultada, para chegar a um consenso de opinião sobre as declarações que estão sendo verificadas.

Teoria Semiótico-Textual

A teoria semiótico-textual preocupa-se com algumas características estruturais que são específicas da comunicação de massa. Estuda a dinâmica que existe entre o emissor e o destinatário. O emissor, quando vai transmitir uma mensagem, se preocupa com aquilo que quer transmitir, e também em transmitir da forma mais acessível e compreensível que puder sem gerar ambigüidades ou entendimentos equivocados. A teoria preocupa-se com a mensagem e com o entendimento da mesma por parte do destinatário, além do processo de transmitir a mensagem e fazer com que ela seja compreendida corretamente pelo destinatário. É ligada à estrutura textual e como ela contempla os percursos interpretativos que o receptor tem de atualizar. 

Ao contrário da Teoria Semiótivo-informacional, que  tratava do mecanismo de comunicação tanto interpessoal quanto de massa, nela não é a mensagem o principal objeto de estudo e sim a relação comunicativa que é construída em torno de "conjuntos de práticas textuais".


Teoria Semiótico-Informacional

A Teoria Semiótico-Informacional provocou significativas mudanças no esquema informacional. Surgiu devido ao fato da significação começar a se tornar algo imprescindível no esquema informacional anterior, a teoria da informação.  A linearidade da transmissão dependia de fatores semânticos, introduzidos através do conceito de código. Então, a questão da descodificação, de como o público interpreta as mensagens, cria sentido para essas mensagens. 

Facebookracia

A palavra Facebookracia é um neologismo que se refere a uma deformação da democracia. Ocorre quando a democracia é entregue à lógica das redes sociais no Facebook. Nele, notícias falsas e absurdas são disseminadas para pessoas que as tomam como comprovação irrefutável de seus próprios preconceitos e as replicam como verdadeiras. Isso ocorre devido as chamadas “bolhas” do Facebook. Nelas, os algoritmos orientam a distribuição de conteúdos de acordo com as preferências dos usuários.

Teoria dos Fractais Biográficos

A Teoria dos Fractais Biográficos ou Biografia sem-fim, desenvolvida por Felipe Pena, questiona o modelo do jornalismo mecânico, baseado em um formato que conduz tudo com início, meio e fim. Um jornalismo que apenas busca adequar a informação ao que o leitor já se acostumou a ver e ler e usa um modelo tradicional de jornalismo.

Pós-Verdade

O termo relaciona ou denota circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e crença pessoal. A pós-verdade difere da contestação tradicional e da falsificação, tornando a verdade de importância "secundária". O termo pós-verdade (post-truth) foi usado pela primeira vez em 1992 por Steve Tesich em um artigo para o jornal The Nation sobre um escândalo sobre a atuação da mídia na Guerra do Golfo, ele disse: "nós, como um povo livre, decidimos livremente que queremos viver em um mundo pós-verdade". A origem contemporânea do termo é atribuída ao blogueiro David Roberts, que usou o termo em 2010, em uma coluna para o jornal Grist. A política da pós-verdade  foi impulsionada por uma combinação do ciclo de 24 horas de notícias, falso equilíbrio nas coberturas jornalísticas e a crescente onipresença das mídias sociais.

Hermenêutica

Ensina que a recepção das formas simbólicas - incluindo os produtos da mídia - implica em um processo de contextualização e criativo de interpretação, na qual os indivíduos buscam dar sentido às mensagens que recebem. Ao enfatizar o caráter criativo, construtivo e socialmente vinculado da interpretação, a hermenêutica converge com alguns estudos etnográficos sobre a recepção dos produtos da mídia.

Todos os direitos reservados (C) 2015 Comuniqueiro