D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

para a tag "Teorias da Comunicação"

Teoria Matemática (da Informação)

Teoria Matemática (informação) - estuda a transmissão da mensagem através de canais mecânicos com o objetivo de medir quanta informação pode ser transmitida evitando as distorções (ruídos). Descreve o processo de comunicação somente de maneira técnico-instrumental. Modelo Shannon e Weaver.

Teoria dos Definidores Primários

A Teoria dos Definidores Primários é uma concepção instrumentalista sobre a atividade jornalística e reconhece que ela também está sob influência das rotinas produtivas. Sua perspectiva de análise está no poder que fontes privilegiadas têm na construção das notícias. As possíveis distorções do noticiário não seriam fruto da vontade deliberada dos profissionais da imprensa com os dirigentes da classe hegemônica, mas, na verdade, uma subordinação às opiniões das fontes que têm posições institucionalizadas, ou seja, os definidores primários

Espiral de Silêncio

Teoria criada por Elisabeth Noelle-Neumann. Nela os agentes sociais têm medo de ficarem isolados em seus comportamentos, atitudes e opiniões e, tendencialmente, evitam expressar opiniões que não coincidam com a opinião da maioria dominante. Para Pena, as pessoas não só são influenciadas pelo que os outros dizem como também pelo que imaginam que eles poderiam dizer. Se acharem que suas opiniões podem não ter receptividade, optam pelo silêncio (...) Os meios de comunicação tendem a priorizar as opiniões dominantes, ou melhor, as opiniões que parecem dominantes, consolidando-as e ajudando a calar as minorias (na verdade, maiorias) isoladas.

Teoria da Responsabilidade Social da Imprensa (TRSI)

Surgiu como uma possível base para estabelecer um sistema de jornalismo ético, à medida que estabelece como princípio central que os jornalistas estão obrigados a serem responsáveis com o seu público. A formulação desta teoria foi descrita, nos EUA, pela Comissão Hutchins, ou Comissão sobre a Liberdade de Imprensa

Teoria Libertária da Imprensa

Se fundamenta na Primeira Emenda da Constituição estadunidense. Nela, a função da mídia seria vigiar o Estado para que ele não se desvie de seus propósitos originais, viabilizando o intercâmbio de informações, possibilitando o entretenimento e promovendo a troca, como suporte econômico capaz de assegurar a independência financeira. 

Teoria Crítica

A Teoria Crítica (pars desruens) buscava considerar as falhas e insuficiências do mundo como necessariamente vinculadas à estrutura inteira da construção social. Possuía uma crítica imanente do modo socialmente necessário de produção de formas de razão. de percepção e de sensibilidade no capitalismo tardio e na sua forma social, que é a "Sociedade Administrada" (Adorno). Representou uma contracorrente da Communication Research, fazendo um contraponto ao funcionalismo americano, no qual havia a crença absoluta em uma base de dados empíricos e na administração como explicação dos fenômenos sociais.

Teoria da Argumentação

teoria da argumentação é o estudo interdisciplinar de como tirar conclusões através do raciocínio lógico; ou seja, afirmar algo, seguramente ou não, baseado em premissasEssa teoria inclui o debate e a negociaçãoque possuem interesse em alcançar conclusões mutuamente aceitáveis. A retórica e a argumentação política são similares às utilizadas em campanhas publicitárias, sendo a verdade mais provável do que realmente fruto da razão pensante sobre os fatos que acontecem, o que não lhes tira o mérito e justifica que, em termos de marketing, a argumentação utilizada para se vender um produto se identifique com a utilizada para se vender um político.

Teoria Empírico-Experimental

A Teoria Empírico-Experimental, ou da Persuasão, estudava a intervenção de fatores individuais e subjetivos (psicológicos), com fins persuasivos. Ela é uma evolução da Teoria Hipodérmica (Estímulo → Resposta), adicionado o fator psicológico (Estímulo→Fatores Psicológicos→Resposta). Sendo assim, a mensagem enviada pela mídia depende de várias perspectivas individuais, não sendo assimilada imediatamente pelo indivíduo. 

Teoria Empírica de Campo

A Teoria Empírica de Campo faz parte da Teoria das Influências Seletivas, que surgiu após a Teoria Hipodérmica se tornar obsoleta. Concluiu-se que o receptor (público) não era passivo a mensagem (Estímulo) e que haviam outros elementos que influenciavam a interpretação das mensagens: os Processos psicológicos e Mediadores sociais.

Teoria do Rádio

Considerado um dos primeiros teóricos a estudar a importância do rádio, o dramaturgo alemão Bertold Brecht escreveu, entre 1927 e 1932, uma série de textos que veio a ser conhecida como "Teoria do Rádio". Nela, ele especula sobre as possibilidades políticas da tecnologia radiofônica, ainda em expansão.

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