D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

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Facebookracia

A palavra Facebookracia é um neologismo que se refere a uma deformação da democracia. Ocorre quando a democracia é entregue à lógica das redes sociais no Facebook. Nele, notícias falsas e absurdas são disseminadas para pessoas que as tomam como comprovação irrefutável de seus próprios preconceitos e as replicam como verdadeiras. Isso ocorre devido as chamadas “bolhas” do Facebook. Nelas, os algoritmos orientam a distribuição de conteúdos de acordo com as preferências dos usuários.

Teoria dos Fractais Biográficos

A Teoria dos Fractais Biográficos ou Biografia sem-fim, desenvolvida por Felipe Pena, questiona o modelo do jornalismo mecânico, baseado em um formato que conduz tudo com início, meio e fim. Um jornalismo que apenas busca adequar a informação ao que o leitor já se acostumou a ver e ler e usa um modelo tradicional de jornalismo.

Pós-Verdade

O termo relaciona ou denota circunstâncias em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e crença pessoal. A pós-verdade difere da contestação tradicional e da falsificação, tornando a verdade de importância "secundária". O termo pós-verdade (post-truth) foi usado pela primeira vez em 1992 por Steve Tesich em um artigo para o jornal The Nation sobre um escândalo sobre a atuação da mídia na Guerra do Golfo, ele disse: "nós, como um povo livre, decidimos livremente que queremos viver em um mundo pós-verdade". A origem contemporânea do termo é atribuída ao blogueiro David Roberts, que usou o termo em 2010, em uma coluna para o jornal Grist. A política da pós-verdade  foi impulsionada por uma combinação do ciclo de 24 horas de notícias, falso equilíbrio nas coberturas jornalísticas e a crescente onipresença das mídias sociais.

Hermenêutica

Ensina que a recepção das formas simbólicas - incluindo os produtos da mídia - implica em um processo de contextualização e criativo de interpretação, na qual os indivíduos buscam dar sentido às mensagens que recebem. Ao enfatizar o caráter criativo, construtivo e socialmente vinculado da interpretação, a hermenêutica converge com alguns estudos etnográficos sobre a recepção dos produtos da mídia.

Teoria Etnográfica

A Teoria Etnográfica busca enxergar e compreender a diversidade cultural e lingüística na complexidade dos diferentes pontos de vista. Para isso, é preciso evitar o etnocentrismo (tomar o mundo pelo centro de nossa própria cultura), ou seja, subverter a lógica unilateral de nossos próprios limites conceituais, por meio da relativização. Para essa teoria, a realidade não é uma via de mão única, nem tem lados demarcados e enumerados. 

Teoria Instrumentalista

 Há duas interpretações sobre a parcialidade das notícias na Teoria Instrumentalista: A versão de "esquerda", que acredita que a imprensa está subordinada aos interesses da elite política e econômica e que o papel dos profissionais da imprensa é reduzido à função de cumpridor de ordens patronais; e a de "direita", que defende que os jornalistas formam uma classe social específica e distorcem as notícias com o objetivo de veicular ideias anticapitalistas. 

Teoria do Espelho

Teoria que surgiu com as mudanças da imprensa americana na segunda metade do século XIX, e foi a primeira teoria que tentou entender porque as notícias são como elas são. Nesse caso, o jornalismo refletiria a própria realidade. A imprensa funcionaria como um espelho do mundo real, apresentando apenas um reflexo dos acontecimentos. Ou seja, as notícias são da forma que são porque a realidade assim as determina. Para ela, o jornalista é um mediador desinteressado que observa a realidade e emite um relato equilibrado e honesto, evitando opiniões pessoais. 

Teoria Gnóstica

As notícias têm uma estrutura de valores que são compartilhados pelos jornalistas entre si, embora carreguem ecos da interação com a sociedade. Esse compartilhamento é nitidamente uma operação gnóstica, com ritos de passagem e forte conotação de conhecimento secreto, só acessível a uns poucos iniciados, os próprios jornalistas". Pena
O termo gnose trata das antigas seitas religiosas. É um conhecimento hermético e misterioso que poucos têm acesso pois são passados através de rituais cotidianos a um grupo bastante restrito de iniciados. 

Teoria Organizacional do Jornalismo

Segundo a Teoria Organizacional do Jornalismo, o trabalho jornalístico depende dos meios utilizados pela organização, da missão e da linha editorial estipulada. Toda organização funciona por meio de lucros, portanto, a fator econômico pesa bastante por ser um condicionante primordial. O jornalismo é um negócio que visa lucro, pois se trata de uma organização com estrutura, despesas, balanço contábil e folha de pagamento dos funcionários. Ou essa organização funciona adequadamente e dentro dos critérios estipulados por lei ou entra em desorganização total e a saída é a falência da empresa. 

Teoria Funcionalista

A Corrente Funcionalista surgiu dos estudos de Lasswell sobre as funções exercidas pela comunicação de massa na sociedade. Ela aborda hipóteses sobre as relações entre os indivíduos, a sociedade e os meios de comunicação de massa. Os mass media passam a ser estudados a partir do ponto de vista da contribuição que dão ao funcionamento da sociedade. Assim, a análise funcional da sociedade era vista como um sistema que tendia para o equilíbrio.

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