D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

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Jornalismo de ‘Gabinete’

Alberto Dines, em “O papel do jornal”, descreve o jornalismo de ‘gabinete’ com sendo acomodado e preso a releases e notas oficiais. Para evitar isso, ele sugere: jornalismo investigativo, depoimento pessoal e jornalismo interpretativo.” O jornalismo de gabinete e o jornalismo do gravador estão substituindo o jornalismo de campo e da ação. Muitos jornalistas entendem que a produção jornalística é dissonante do jornalismo de gabinete. Contudo, essa é a situação mais comum no contexto atual das redações, principalmente depois do advento dos ciberjornais. Nas redações atuais, há muito mais jornalistas na redação do que na rua. 

Imprensa Alternativa

Ou underground, nanica, clandestina. Publicação periódica, caracteriza-se por contestar a cultura oficial, os métodos e práticas empresariais do jornalismo estabelecido, os padrões vigentes (da linguagem à publicidade). Adquire expressão de movimento jovem nos anos 60 e 70, tornando-se mais influente nos Estados Unidos e na Europa. Abrange jornais a lápis, jornais e revistas mimeografados, histórias em quadrinhos, posters, jornais de escolas e bairros, boletins políticos radicais, folhas sobre sexo e assuntos pop, tendo por característica comum a rejeição da sociedade.

Classificação das Fontes segundo a Folha de SP

"Hierarquizar as fontes de informação é fundamental na atividade jornalística. Cabe ao profissional, apoiado em critérios de bom senso, determinar o grau de confiabilidade de suas fontes e que uso fazer das informações que lhe passam. A Folha distingue quatro tipos de fontes. As informações obtidas de cada uma delas exigem procedimentos diferentes antes da preparação do texto final. São elas: Fonte tipo zero, Fonte tipo um, Fonte tipo dois, Fonte tipo três".

Impostura da Neutralidade

Em Sobre Ética e Imprensa (2002) Eugênio Bucci fala sobre a falácea do profissional neutro, produtor de informações jornalísticas, a Impostura da Neutralidade.

Independência Editorial

Liberdade ou independência editorial, implica em que os editores-chefe tenham completa autoridade sobre o conteúdo editorial de seu jornal. Interesses políticos, de anunciantes ou dos próprios donos do jornal não podem influenciar as decisões editoriais. O veículo deve ter autonomia para apurar e noticiar assuntos de interesse público. 

Subtítulo

Título complementar ou auxiliar. Em jornal, revista, livro, menos usual em publicidade (anúncio promocional, mensagem institucional etc.) Modernamente, há uma tendência para suprimi-lo, por desnecessário em função da estrutura gráfica de cada veículo, e até por contribuir para dificultar a leitura. Vem depois do título principal, com destaque, mas em corpo menor que os caracteres que o precedem. Traz uma informação adicional que também é importante. Em caso de manchete de poucas palavras, ou de título que requer impacto, o subtítulo surge como recurso ou artifício de apoio." Bahia

Verbo Dicendi

Os verbos dicendi ou “de dizer” são aqueles usados para introduzir um diálogo ou em entrevistas jornalisticas. Por exemplo: afirmar, falar gritar, declarar, ordenar, perguntar, exclamar, pedir, concordar etc. Deve-se saber qual o contexto da fala, pois cada verbo carrega um comportamento ou características do personagem ou entrevistado.

Lei das Três Fontes

A Lei das Três Fontes (LTF) na apuração jornalística visa garantir a credibilidade da matéria jornalística. A prática consiste em cruzar informações oferecidas pelas fontes para encontrar a versão verdadeira do fato. A escolha das fontes deve estar de acordo com o enfoque definido durante a elaboração da pauta, para despertar interesse do público-alvo. Quando a LTF descreve pontos semelhantes do mesmo fato apurado, ta versão é considerada verdadeira. Para isso, deve-se garantir que as fontes escolhidas sejam de origens distintas e não se conheçam, já que o relato de cada personagem deve representar um ponto de vista ou descrição diferente. As fontes devem também ter ligação direta ou indireta com o fato.

Hard News

Neiva define Hard News como um notícia precisa e factual, que não carece de interpretação e que, por isso, pode ser julgada objetivamente. Para noticiar as hard news, em telejornalismo, não se recomenda deixar a sonora muito longa, pois a matéria ganha ritmo quando se edita uma frase de efeito com poucos segundos. 

Declaração

No jornalismo, é texto ou opinião oficial expressa verbalmente por entrevistado. É muito ligado às situações cotidianas. Segue alguns padrões textuais fixos que envolvem o tipo de linguagem, a estrutura textual, o espaçamento, a forma de iniciar e finalizar a mensagem, dentre outros fatores. 

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