D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

para a tag "Jornalismo"

Editorializar a pauta

Ocorre quando o meio de comunicação evidencia suas preferências na redação das notícias. Nesse caso, a mídia não precisa expor suas preferências de forma ostensiva (pode, por exemplo, dar prós e contras e, mesmo assim, omitir fontes de fato esclarecedoras). Pode não apoiar explicitamente um candidato. Basta divulgar o noticiário negativo sobre o seu oponente. 

Sigla

"Redução ou abreviatura composta  pelas iniciais, em geral, de intitulativos oficiais ou oficiosos, de emprego frequente, quase sempre extensos, como é o caso de United Nations Educational Scientific and Cultural Organization - Unesco. Tem, pelo menos, duas funções: criar uma identidade ou sinal amplamente verificável e fiel ao nome; e funcionar como palavra sucessora de palavras, títulos ou extensões, a exemplo de instituições internacionais ou nacionais que inspiram estruturas vocabulares autônomas (cégété, cegétiste, de debê, emedebista, de Movimento Democrático Brasileiro - MDB e, mais tarde, alterado o nome pe (e) medebê/ pe (e)medebista, de Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB." Bahia

Sinédoque

A sinédoque é uma figura de linguagem caracterizada pela substituição de um termo por outro, ocorrendo uma redução ou ampliação do sentido desse termo. Muito semelhante à metonímia. Normalmente estabelece uma relação entre a parte e o todo. Na verdade trata-se da inclusão ou contiguidade semântica existente entre dois nomes e que permite a substituição de um pelo outro.

Manual de Redação e Estilo

Para Juarez Bahia, "de redação e estilo, também chamado manual de normal ou livro de normas, é o conjunto de informações, esclarecimentos e recomendações do veículo para os seus redatores, repórteres, articulistas, diagramadores, colaboradores, etc. Roteiro de usos e padrões que um jornal, uma revista, rádio ou TV, uma editora ou gráfica estabelece para dar unidade à linguagem, buscar um estilo próprio, sistematizar termos e pronúncias e facilitar soluções artísticas e técnicas sem prejuízo da criatividade gráfica e editorial. Para ter utilidade, o manual de redação e estilo deve ser reescrito e atualizado na medida da necessidade de compatibilizar uma informação completa, bem apurada, objetiva, direta, simples, honesta, atraente, isenta, correta, bem escrita, com o dinamismo da língua, as alterações semânticas, a evolução das tecnologias dos mass media, e com a própria dinâmica do veículo - o aperfeiçoamento dos profissionais que nele trabalham, desde aqueles que chegam à redação sem experiência anterior - ou que procedem de publicações em que as normas são diferentes - até aqueles de prática já comprovada e que adquiriram vícios de leitura ou que reclamam reciclagem."

Jornalismo de ‘Gabinete’

Alberto Dines, em “O papel do jornal”, descreve o jornalismo de ‘gabinete’ com sendo acomodado e preso a releases e notas oficiais. Para evitar isso, ele sugere: jornalismo investigativo, depoimento pessoal e jornalismo interpretativo.” O jornalismo de gabinete e o jornalismo do gravador estão substituindo o jornalismo de campo e da ação.

Imprensa Alternativa

Ou underground, nanica, clandestina. Publicação periódica, caracteriza-se por contestar a cultura oficial, os métodos e práticas empresariais do jornalismo estabelecido, os padrões vigentes (da linguagem à publicidade). Adquire expressão de movimento jovem nos anos 60 e 70, tornando-se mais influente nos Estados Unidos e na Europa. Abrange jornais a lápis, jornais e revistas mimeografados, histórias em quadrinhos, posters, jornais de escolas e bairros, boletins políticos radicais, folhas sobre sexo e assuntos pop, tendo por característica comum a rejeição da sociedade.

Classificação das Fontes segundo a Folha de SP

"Hierarquizar as fontes de informação é fundamental na atividade jornalística. Cabe ao profissional, apoiado em critérios de bom senso, determinar o grau de confiabilidade de suas fontes e que uso fazer das informações que lhe passam. A Folha distingue quatro tipos de fontes. As informações obtidas de cada uma delas exigem procedimentos diferentes antes da preparação do texto final. São elas: Fonte tipo zero, Fonte tipo um, Fonte tipo dois, Fonte tipo três".

Impostura da Neutralidade

Em Sobre Ética e Imprensa (2002) Eugênio Bucci fala sobre a falácea do profissional neutro, produtor de informações jornalísticas, a Impostura da Neutralidade.

Independência Editorial

Liberdade ou independência editorial, implica em que os editores-chefe tenham completa autoridade sobre o conteúdo editorial de seu jornal. Interesses políticos, de anunciantes ou dos próprios donos do jornal não podem influenciar as decisões editoriais. O veículo deve ter autonomia para apurar e noticiar assuntos de interesse público. 

Subtítulo

Título complementar ou auxiliar. Em jornal, revista, livro, menos usual em publicidade (anúncio promocional, mensagem institucional etc.) Modernamente, há uma tendência para suprimi-lo, por desnecessário em função da estrutura gráfica de cada veículo, e até por contribuir para dificultar a leitura. Vem depois do título principal, com destaque, mas em corpo menor que os caracteres que o precedem. Traz uma informação adicional que também é importante. Em caso de manchete de poucas palavras, ou de título que requer impacto, o subtítulo surge como recurso ou artifício de apoio." Bahia

Todos os direitos reservados (C) 2015 Comuniqueiro