D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

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Pós-Pauta

Aquela que não é mais um guia de investigação dos fatos, mas de orientação do veículo sobre o que o repórter deve e o que não deve apurar.

Entrevista Ritual

É o relato de um entrevistado sobre algo que ele participou; inclui informações a que ele teve acesso e impressões subjetivas. É o processo de entrevista comum, que envolve necessariamente um entrevistador e um entrevistado. Do ponto de vista do conteúdo, os envolvidos, acrescidos do telespectador ou ouvinte (por ter maior recorrência no rádio e na TV) quase sempre sabem tanto o que será perguntado quanto o que será respondido.

Entrevista Temática

Aborda um tema, consiste na exposição de versões ou interpretações de acontecimentos. Ajuda a compreender um problema, expõe um ponto de vista, reafirma a linha editorial com argumento de uma autoridade no assunto.

Tripé da Produção de Notícias

O Tripé da produção de notícias é constituído da Pauta, Apuração e Entrevista.

Visibilidade

Conjunto de manifestações que tornam essa organização perceptível ao seu público. A visibilidade na imprensa se dá a partir da mediação entre as perspectivas/interesses organizacionais e as visões/objetivos do campo jornalístico, mas não pode ser controlada pelas organizações. Portanto, apresenta-se, ao mesmo tempo, como ação estratégica e risco para as organizações.

Entrevista Ping-Pong

Entrevista em formato de perguntas e respostas. Deve ter texto introdutório (entre 10 a 15) contendo um resumo do tema abordado, além de pequeno perfil do entrevistado. Pode conter também dados do local, hora e duração da conversa, se forem relevantes. A entrevista deve ser gravada, de preferência com dois gravadores para ser reproduzida com fidelidade. Na transcrição das perguntas e respostas, deve ser o mais fiel possível. No entanto, deve-se suprimir redundâncias e marcas de oralidade (gírias e cacoetes, oriundos de regionalismos e características pessoais devem permanecer inalterados), sem alterar as ideias do entrevistado.

Estado-Igreja

O modelo “igreja-estado”, surgiu nos Estados Unidos, quando o dono e fundador da revista Time decidiu separar a redação de todo o resto. O jornalismo (“igreja”), separou-se do negócio (“estado”). Segundo o artigo de Bucci, “Henry Luce (1898-1967), co-fundador da revista Time” conseguiu transformar um padrão organizacional “separar o lado comercial (apelidado de "Estado") e o lado editorial (a "Igreja") na administração de Time Inc.” Foi a partir do final do século XIX, que diversos jornais dos EUA começaram a dividir seus funcionários em duas equipes: uma dos jornalistas, responsáveis pela área editorial (a "Igreja"); e outra responsável pela área comercial (o "Estado"). O objetivo era assegurar um ambiente em que interesses de anunciantes ou financeiros não distorcessem as pautas e o enfoque das reportagens. 

Siglas

Letra inicial ou conjunto de letras iniciais de um nome próprio empregado como monograma. Juarez Bahia define como uma redução ou abreviatura composta pelas iniciais, em geral, de intitulativos oficiais ou oficiosos, de emprego frequente, quase sempre extensos. (...) Tem pelo menos duas funções: criar uma identidade ou sinal amplamente verificável e fiel ao nome; e funcionar como palavra sucessora de palavras, títulos ou extensões.

Pescoço

Caderno do meio de uma edição dominical impressa. Por conveniência da redação é fechado na sexta-feira. Denomina-se pescoção, na gíria dos redatores, o caderno com grande número de páginas ou do conjunto de pescoços.

Papel Social do Jornalismo

O jornalismo tem o compromisso social como princípio ético e deontológico. Os jornalistas possuem imenso poder de persuasão e precisam utilizá-lo de maneira beneficiar a sociedadeDo ponto de vista ético, o jornalista tem responsabilidades perante a sociedade. Entre elas: auxiliá-la em suas decisões, enriquecê-la culturalmente, colaborar com o fortalecimento da cidadania, divulgar o que possa contribuir, denunciar o que possa vir a ser prejudicial e se responsabilizar por tudo o que divulga. A função social implica em fornecer informações de modo exato e completo, para todos os grupos sociais e para que todos possam compreender os acontecimentos e ter conhecimento para tomar decisões de forma livre e judiciosa.  

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