D.com - Dicionário de comunicação social

Nosso Dicionário de Comunicação Social On-Line - D.Com tem a finalidade de acumular todas as terminologias úteis e jargões das áreas de jornalismo, publicidade e propaganda, relações públicas e comunicação social, além de neologismos que surgiram com o advento da internet e das novas tecnologias. Por isso, está em constante atualização e aprimoramento.

para a tag "Teorias da Comunicação"

Teoria Instrumentalista

 Há duas interpretações sobre a parcialidade das notícias na Teoria Instrumentalista: A versão de "esquerda", que acredita que a imprensa está subordinada aos interesses da elite política e econômica e que o papel dos profissionais da imprensa é reduzido à função de cumpridor de ordens patronais; e a de "direita", que defende que os jornalistas formam uma classe social específica e distorcem as notícias com o objetivo de veicular ideias anticapitalistas. 

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Teoria do Espelho

Teoria que surgiu com as mudanças da imprensa americana na segunda metade do século XIX, e foi a primeira teoria que tentou entender porque as notícias são como elas são. Nesse caso, o jornalismo refletiria a própria realidade. A imprensa funcionaria como um espelho do mundo real, apresentando apenas um reflexo dos acontecimentos. Ou seja, as notícias são da forma que são porque a realidade assim as determina. Para ela, o jornalista é um mediador desinteressado que observa a realidade e emite um relato equilibrado e honesto, evitando opiniões pessoais. 

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Teoria Gnóstica

As notícias têm uma estrutura de valores que são compartilhados pelos jornalistas entre si, embora carreguem ecos da interação com a sociedade. Esse compartilhamento é nitidamente uma operação gnóstica, com ritos de passagem e forte conotação de conhecimento secreto, só acessível a uns poucos iniciados, os próprios jornalistas". Pena
O termo gnose trata das antigas seitas religiosas. É um conhecimento hermético e misterioso que poucos têm acesso pois são passados através de rituais cotidianos a um grupo bastante restrito de iniciados. 
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Teoria Organizacional do Jornalismo

Segundo a Teoria Organizacional do Jornalismo, o trabalho jornalístico depende dos meios utilizados pela organização, da missão e da linha editorial estipulada. Toda organização funciona por meio de lucros, portanto, a fator econômico pesa bastante por ser um condicionante primordial. O jornalismo é um negócio que visa lucro, pois se trata de uma organização com estrutura, despesas, balanço contábil e folha de pagamento dos funcionários. Ou essa organização funciona adequadamente e dentro dos critérios estipulados por lei ou entra em desorganização total e a saída é a falência da empresa. 

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Teoria Funcionalista

A Corrente Funcionalista surgiu dos estudos de Lasswell sobre as funções exercidas pela comunicação de massa na sociedade. Ela aborda hipóteses sobre as relações entre os indivíduos, a sociedade e os meios de comunicação de massa. Os mass media passam a ser estudados a partir do ponto de vista da contribuição que dão ao funcionamento da sociedade. Assim, a análise funcional da sociedade era vista como um sistema que tendia para o equilíbrio. (clique no título/link para ver a definição completa)

Teoria Matemática (da Informação)

Teoria Matemática (informação) - estuda a transmissão da mensagem através de canais mecânicos com o objetivo de medir quanta informação pode ser transmitida evitando as distorções (ruídos). Descreve o processo de comunicação somente de maneira técnico-instrumental. Modelo Shannon e Weaver.

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Teoria dos Definidores Primários

A Teoria dos Definidores Primários é uma concepção instrumentalista sobre a atividade jornalística e reconhece que ela também está sob influência das rotinas produtivas. Sua perspectiva de análise está no poder que fontes privilegiadas têm na construção das notícias. As possíveis distorções do noticiário não seriam fruto da vontade deliberada dos profissionais da imprensa com os dirigentes da classe hegemônica, mas, na verdade, uma subordinação às opiniões das fontes que têm posições institucionalizadas, ou seja, os definidores primários

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Espiral de Silêncio

Teoria criada por Elisabeth Noelle-Neumann. Nela os agentes sociais têm medo de ficarem isolados em seus comportamentos, atitudes e opiniões e, tendencialmente, evitam expressar opiniões que não coincidam com a opinião da maioria dominante. Para Pena, as pessoas não só são influenciadas pelo que os outros dizem como também pelo que imaginam que eles poderiam dizer. Se acharem que suas opiniões podem não ter receptividade, optam pelo silêncio (...) Os meios de comunicação tendem a priorizar as opiniões dominantes, ou melhor, as opiniões que parecem dominantes, consolidando-as e ajudando a calar as minorias (na verdade, maiorias) isoladas.

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Teoria da Responsabilidade Social da Imprensa (TRSI)

Surgiu como uma possível base para estabelecer um sistema de jornalismo ético, à medida que estabelece como princípio central que os jornalistas estão obrigados a serem responsáveis com o seu público. A formulação desta teoria foi descrita, nos EUA, pela Comissão Hutchins, ou Comissão sobre a Liberdade de Imprensa

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Teoria Libertária da Imprensa

Se fundamenta na Primeira Emenda da Constituição estadunidense. Nela, a função da mídia seria vigiar o Estado para que ele não se desvie de seus propósitos originais, viabilizando o intercâmbio de informações, possibilitando o entretenimento e promovendo a troca, como suporte econômico capaz de assegurar a independência financeira. 

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