Teoria Estruturalista e Interacionista

Teorias Estruturalista e Interacionista (teorias complementares que tiveram como base a Teoria Construcionista) surgiram a partir dos anos 60 e 70. As duas teorias afirmam de que a notícia é resultado de processos complexos de interação social entre agentes sociais, ressaltam ainda a importância de se analisar o jornalista como um construtor da realidade, não somente um reprodutor. “Os jornalistas e fontes de informação; os jornalistas e a sociedade; os membros da comunidade profissional, dentro e fora da sua organização” (Traquina).  

Para Traquina é importante a identidade das fontes de informação e é preciso refletir sobre as conseqüências sociais resultantes dos processos e procedimentos utilizados pelos jornalistas.

Stuart Hall defende que as notícias são um produto social resultante de vários fatores: a organização burocrática da mídia; a estrutura dos valores-notícia, a prática e a ideologia profissional dos jornalistas; o próprio momento de construção da notícia – identificação e contextualização. 

Ser jornalista é muito mais do que relatar, é construir, contextualizar, vivenciar. As influências das teorias não estão somente na construção das notícias, mas em como as pessoas as recebem. Os jornalistas, por mais que tentem buscar a neutralidade, acabam incluindo suas ideologias e experiências nas notícias, que podem influenciar o receptor desprovido de uma leitura mais crítica.

A reprodução de uma ideologia dominante, um dos princípios da Teoria Estruturalista aplicada no jornalismo, de acordo com Marilena Chaui, implica em um “mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e da dominação”. Nesse contexto, o falso pode tornar-se verdadeiro, o injusto por justo. Os contrários à ideologia dominante são minorias, portanto muitas vezes, o jornalismo mesmo sendo uma construção da realidade, não constrói necessariamente a realidade da sociedade.