Projeto Facebook para Jornalismo

O Projeto Facebook para Jornalismo foi lançado em 2017 com o objetivo de criar laços mais fortes entre a rede social e a indústria de notícias.  É uma plataforma de curadoria que busca e organiza as notícias. A ferramenta foi projetada para ajudar jornalistas da grande mídia e profissionais afins na finalização da coleta, ordenamento e edição das notícias. A plataforma foi planejada para uso exclusivo de páginas verificadas e profissionais reconhecidos da imprensa. A ferramenta do Facebook foi desenhada para ser o suporte da atividade de finalização da coleta de dados dentro da rede. Ela serve muito bem para acabamento e finalização de reportagens. Ou pós-edição.

Com a plataforma o jornalista poderá acessar as novas tendências no Facebook, extrair conteúdo de mídias do Facebook e do Instagram, como postagens, fotos e vídeos que podem ser salvos em coleções feitas pelos profissionais da mídia em um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS). Este pode ajudar na geração de textos ou elaboração e integração de vídeos direcionados para os para os seguidores dos profissionais mais proeminentes da mídia e suas audiências.

A ideia por trás da nova plataforma de mídia do Facebook é “trazer as redações para mais perto do público”. Em outras palavras, o Facebook quer trazer as redações para dentro dele. A idéia é não deixar o profissional de imprensa deixar a rede em momento algum.

A iniciativa tem foco em três pilares: desenvolvimento colaborativo de novos produtos, treinamento e ferramentas para jornalistas e treinamento e ferramentas para uma comunidade mais informada.

1. Colaboração no desenvolvimento de novos produtos - aprofundar a colaboração com os veículos de mídia a fim de desenvolver produtos. Upgrade nos Instant Articles. O Instant Articles (ou Artigos Instantâneos), um formato de post com carregamento mais rápido em celulares e tablets. Assinaturas dentro do Instant Article, Anúncios em vídeos, Gerenciador de direitos, Conteúdo de Marca e Notícias locais

2. Treinamento e Ferramentas para Jornalistas - Além do treinamento para redações, Facebook conduziu uma série de cursos online para jornalistas sobre os produtos, as ferramentas e os serviços do Facebook. A plataforma também lançou o Certificado do Facebook para Jornalistas (facebook.com/journalists), e uma página com dicas de segurança para esses profissionais (facebook.com/security). Além de firmar parcerias com o Knight-Lenfest Institute e a First Draft Network. Ferramentas - Disponibilização gratuita aos parceiros do Crowdtangle, uma ferramenta que ajuda editoras a rastrear como seu conteúdo se espalha na web, mede a performance de matérias nas redes sociais e identifica influenciadores. 

3) Treinamento e Ferramentas para Todos - Principais focos serão: Discernimento de notícias, Esforço permanente para combater boatos. Além de melhorias nos produtos e parcerias, foram feitos esforços para combater a propagação de notícias falsas para gerar uma comunidade informada:

  • Interromper os incentivos econômicos, já que, geralmente, notícias falsas têm uma motivação financeira
  • Redução de posts e anúncios no Feed de Notícias que se associam a páginas de baixa qualidade na internet
  • Para que usuários da plataforma vejam histórias mais informativas, foram feitas atualizações de classificação para identificar e reduzir a distribuição de notícias falsas, títulos caça-clíque e conteúdo sensacionalista, além de links de baixa qualidade no Feed de Notícias
  • Testes de exibição de Artigos Relacionados a uma história no Feed de Notícias, para dar às pessoas mais opções de leituras e diferentes abordagens de um conteúdo
  • Testes de diferentes formas de alguém denunciar uma história falsa no Facebook e ajudar a combater as notícias falsas de maneira global
  • Exploração de um posicionamento da marca dos veículos no Feed de Notícias, como foco para os próximos meses


Críticas

Uma das maiores críticas ao Projeto Facebook para Jornalismo é a cobrança pelo acesso às notícias compartilhadas na rede social aos portais de notícias, nesse contexto, os portais jornalísticos perderiam com a não identificação da origem das notícias, pois seriam eles os produtores das informações que são compartilhadas. 

Outra crítica é que a plataforma foi planejada para uso exclusivo de páginas verificadas e profissionais reconhecidos da imprensa. ‘Páginas verificadas’ são as dos artistas de sucesso, atletas, celebridades, empresas da mídia tradicional e agora jornalistas reconhecidas de modo formal pelo Facebook. Ou seja, quem não é um jornalista muito conhecido, com milhares de seguidores, ou membro uma organização de notícias famosa não será contemplado no projeto, que é exclusiva para quem gera receita significante na rede.

O Twitter sempre permitiu isso a todos sem distinção. O uso e acesso às menções são para todos que frequentam o microblog. O Facebook, entretanto, só permite o acesso e uso delas aos maiores nomes da imprensa: jornalistas famosos e artistas, atletas e outras figuras de projeção reconhecida na sociedade. O Facebook capitaliza suas ferramentas. O Twitter não. O Facebook é um gigante da mídia e o Twitter, com sua generosidade, continua um anão entre as grandes empresas da mídia. Mas vai continuar seu papel na divulgação e descoberta de notícias porque atraiu a simpatia de gente da mídia que interage com os usuários sem a mediação do dinheiro ou posição na imprensa". Da Mota