Processos Comunicacionais

Segundo Manuel Castells, a cultura contemporânea é formada por processos comunicacionais. Isso porque as transformações sociais em curso nos âmbitos global e local são estruturadas sobre a evolução das tecnologias de informação e comunicação e estabelecimento de processos comunicacionais mediados por computadores interconectados por meio de tecnologias de telecomunicações. Esses avanços ocorreram a partir das últimas décadas do século XX e conduziram a sociedade a uma evolução tecnológica e a ascensão da economia da informação e do conhecimento que Castells chamou de “sociedade em rede”. 

"Os processos comunicacionais tradicionais, por meios ou veículos que permitiam a homogeneização da comunicação, evoluíram no sentido de abrir caminhos para mudanças estruturais que permitem interatividade, de forma particularizada, e sintonia em rede entre sujeitos (pessoas, instituições, empresas, organizações, governos, entre outros) com interesses comuns (tanto políticos, como econômicos, culturais etc.) por meio de interligações de alcance global". Almeida

Na formatação da sociedade em rede, Castells cita a importância dos meios de comunicação e dos processos comunicacionais na cultura contemporânea ao mostrar a mídia como expressão da nossa cultura que funciona principalmente por materiais propiciados por ela. 

Sobre o poder no universo dos processos comunicacionais, ou ao “poder comunicacional”, nas transformações dos processos comunicacionais observa-se uma tensão entre novas empresas de mídia e as tradicionais, que, embora alguns grupos (ou conglomerados) de mídia ainda exerçam grande poder e força na esfera econômica, política e social, os reflexos da digitalização das informações têm os conduzido a reverem seus planos corporativos para tentarem se manter no topo da pirâmide do poder comunicacional.