Papel Social do Jornalismo

O jornalismo tem o compromisso social como princípio ético e deontológico. Os jornalistas possuem imenso poder de persuasão e precisam utilizá-lo de maneira beneficiar a sociedade 
 
Do ponto de vista ético, o jornalista tem responsabilidades perante a sociedade. Entre elas: auxiliá-la em suas decisões, enriquecê-la culturalmente, colaborar com o fortalecimento da cidadania, divulgar o que possa contribuir, denunciar o que possa vir a ser prejudicial e se responsabilizar por tudo o que divulga. A função social implica em fornecer informações de modo exato e completo, para todos os grupos sociais e para que todos possam compreender os acontecimentos e ter conhecimento para tomar decisões de forma livre e judiciosa.  

Segundo Pereira o jornalista deixa de ser o observador comprometido com o cidadão para se tornar um funcionário do novo “jornalismo de mercado”, moldado em grande parte pelas novas práticas e transformações econômico-culturais.  

Contudo, mesmo que o mercado mantenha uma constante pressão para que a lógica econômica prevaleça sobre a democracia, o jornalista tem de se manter fiel à responsabilidade social que é inerente à profissão. Esse compromisso com os cidadãos, que embasa e faz do jornalismo uma atividade útil para o público, é o que define a função social da profissão. 

O conflito entre a função social e os interesses mercadológicos está profundamente enraizado no jornalismo, já que é uma parte importante do seu processo de desenvolvimento. Enquanto a função social é imprescindível para que o jornalismo possa existir como parte essencial da sociedade democrática, as empresas precisam manter o interesse do público com estratégias de mercado que se orientam por interesses financeiros e não sociais.