Lobby

Quem pratica o lobby usualmente é chamado de lobista, grupo de interesse ou grupo de pressão. Esses grupos surgem pelas mais diversificadas motivações: econômicas, políticas, interesses de classe etc. A ação do lobista pode trazer benefícios para o tomador de decisões, pois várias vezes se trata de uma representação técnica e especializada. O lobista, representante de um cliente claramente identificável, seria responsável por exercer pressão e influência na tomada de decisão, auxiliando o tomador de decisão através do assessoramento com informações técnicas e expondo o ponto de vista de agentes externos que serão afetados pela decisão em questão. O lobista contaria ainda com incentivos explícitos e implícitos para a não utilização de métodos ilícitos para consecução de seus objetivos. Como incentivo explícito, encontra-se o endurecimento de políticas anticorrupção e aumento da insatisfação popular quanto ao uso de práticas escusas; como incentivo implícito, cita-se que há um código de conduta próprio, reconhecido inclusive pelos pares do lobista, que condena o uso de tais práticas. Ao contrário dos EUA, no Brasil, o lobby não é regulamentado.

Há três tipos de atuação do lobby:
  • Lobby Direto (direct lobbying): apresentação direta da proposta defendida pelo lobista ao grupo com poder de decisão. [
  • Lobby de Topo (top lobbying ou grass top lobbying): atua acima da esfera de decisão direta do grupo alvo, fazendo pressão sobre as chefias dos decisores. 
  • Lobby de Base (bottom lobbying, grassroot lobbying ou outside lobbying): Divulgar um tema através dos meios de comunicação, de modo a criar uma pressão da opinião pública para que esse tema entre na agenda política.