Jornalismo Hedonístico

O jornalismo emotivo ou hedonístico, suprido pela criatividade do gênero diversional, só adquire legitimidade no final do Século XX. Surge, no pós-guerra fria, como uma contingência jornalística, lutando para sobreviver num ambiente midiático dominado pelo entretenimento. A ascensão do show business contamina a produção informativa, induzindo ao resgate de certas formas de expressão que mimetizam os gêneros ficcionais, embora os relatos permaneçam ancorados na realidade (BARRET, 1965; JOHNSON, 1971; BERNAL & CHILLÓN, 1985; LIMA, 1993).  É um gênero complementar porque, hegemonicamente, o jornalismo permanece polarizado na informação e na opinião (Marques de Melo, 2010); E emocional pelo fato de atender aos anseios de uma sociedade hedonista que espera encontrar em várias frentes – até mesmo no jornalismo – algo a lhe dar prazer (incluindo prazer estético) e que, pelo mesmo motivo, valoriza cada vez mais as emoções. Embora denotando intensidade sazonal”, “aparece um segmento de natureza emotiva e hedonística, nutrido pela civilização do ócio, configurando o gênero diversional, cuja identidade vacila entre o mundo real e a narrativa imaginária” (MARQUES DE MELO, 2010).