Jornalismo como Serviço Público

Para Felipe Pena, o Jornalismo é um serviço público, dotado de uma função social, que é atender as demandas da cidadania, promover a mobilização social, melhorar o debate público, rever a agenda pública, estabelecer uma comunicação entre setores da sociedade e fazer com que o cidadão tenha clara compreensão do contexto dos acontecimentos para a construção do bem comum. "O perfil do jornalismo contemporâneo foi configurado há muito e encerra a ideia de que tem um papel social a cumprir - tal ideia estaria ancorada no nível de esclarecimento das audiências, que, cada vez mais, querem ter acesso aos fatos. Isso, porque há uma consciência subjacente de que para participar da história, decidir sobre o próprio rumo ou alterar o curso, é preciso estar informado". (MEDINA) 

O jornalismo passou a ser entendido como um serviço público depois da Revolução Francesa com a Declaração Universal dos Direitos Homem e do Cidadão em 1789 e a Independência dos Estados Unidos, que são considerados marcos no processo de transformação dos papeis da imprensa. Os ideais iluministas deram a imprensa um lugar cativo na esfera pública.

No século XIX, com a expansão da imprensa graça aos avanços tecnológicos, o barateamento dos equipamentos tipográficos e a alfabetização crescente da população, os jornais passaram a abandonar a roupagem panfletária e propagandística para revestirem-se dos valores do jornalismo contemporâneo como a notícia, a procura da verdade, a independência, a objetividade e a noção de serviço público.