Interacionismo Simbólico

As pessoas interagem umas com as outras por meio de interpretação mutua das ações e definição um do outro, em vez de somente reagir às ações um do outro. Suas respostas não são dadas diretamente às ações um do outro, mas baseadas no significado que eles atribuem a tais ações. Assim, interação humana é mediada pelo uso de símbolos e significados, através de interpretação, ou determinação do significado das ações um do outro". Blumer 

Interacionismo Simbólico é uma abordagem das relações humanas que considera a influência, na interação social, dos significados particulares trazidos pelo indivíduo à interação, assim como os significados que ele obtém a partir dessa interação sob sua interpretação pessoal. A maioria das pesquisas interacionistas utilizam métodos de pesquisa qualitativaInvestiga como as pessoas criam significados durante interação social, como eles se apresentam e constroem o próprio ego (ou" identidade"), e como são definidas as situações de co-participação com outros. Uma de suas ideias centrais é que as pessoas agem como elas agem por causa do modo como definem tais situações. 

Tem origem na Escola de Chicago e da pesquisa de George Herbert Mead, Charles Cooley e Herbert BlumerBlumer foi o criador do termo "interacionismo simbólico" e colocou em evidência as principais perspectivas dessa abordagem. São elas 

  • As pessoas agem em relação às coisas baseando-se no significado que essas coisas tenham para elas; e  

  • Esses significados são resultantes da sua interação social e modificados por sua interpretação. 

Blumer selecionou três premissas básicas que ampliam a compreensão: 

  1. MotivaçãoOs seres humanos agem em relação às coisas com base nos significados que eles atribuem a essas coisas

  2. Tradição - O significado de tais coisas é derivado de, ou é anterior à, interação social que uns têm com outros e com a sociedade

  3. Transformações (re-significações) - Esses significados são controlados em, e modificados por, um processo interpretativo usado pelas pessoas interagindo entre si e com as coisas que elas encontram (em função do consenso que, no mínimo, torna a comunicação possível)