Exclusão Digital

“toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Pierre Lévy

A exclusão digital, ou desigualdade digital, deve ser considerada ao se pensar no uso de novas tecnologias para que estas não venham a perpetuar a exclusão e criar um abismo ainda maior entre os que têm e os que não têm acesso às inovações tecnológicas. É um conceito que diz respeito às extensas camadas das sociedades que ficaram à margem do fenômeno da sociedade da informação e da expansão das redes digitais.

As expressões infoexclusão e apartheid digital são definidas como a exclusão de oportunidades de acesso às novas tecnologias da comunicação e informação. A ideia de infoexclusão pode ser definida como todo e qualquer tipo de exclusão informacional que uma pessoa ou grupo social possa estar submetido.

A exclusão digital é tema de debates entre governos, organizações multilaterais, e o terceiro setor. As desigualdades entre pobres e ricos entram na era digital e tendem a se expandir com a mesma aceleração novas tecnologias. Por isso, políticas de inclusão digital incluem a criação de pontos de acesso à internet em comunidades carentes e capacitação de usuários de ferramentas digitais.

As desigualdades relativas às formas de acesso à comunicação digital são de diversas naturezas. Além da falta de acesso a computadores até desigualdades geográficas ou relativas ao domínio que cada usuários tem quanto aos softwares mais comuns.

Apenas o acesso às mídias e tecnologias de informação e comunicação não é suficiente para assegurar aos cidadãos a efetivação de seus direitos e o exercício de uma cidadania plena. Contudo, o não acesso tende a agravar o quadro de exclusão e desigualdade social uma vez que o mercado de trabalho procura, cada vez mais, por um trabalhador que domine a linguagem das novas tecnologias de comunicação e informação.