Era do Rádio

Era do Rádio (Old-time radio ou Golden Age of Radio) é o período de apogeu do Rádio nos Estados Unidos e outros países. Nos EUA foram as décadas de 20 e 30, enquanto no Brasil ocorreu nos anos 40 a 50 do século XX. Até a chegada da televisão o rádio era o veículo de comunicação de massas com maior alcance e imediatismo. 

A primeira transmissão de rádio no Brasil ocorreu em 7 de setembro de 1922, durante a inauguração da Exposição do Centenário da Independência na Esplanada do Castelo. O público ouviu o pronunciamento do Presidente da República, Epitácio Pessoa e a ópera O Guarani, de Carlos Gomes. Em 1923 que Edgar Roquette-Pinto inaugurou a primeira emissora de rádio, a Rádio Sociedade. Em 1924 foi inaugurada a Rádio Clube do Brasil, em 1926 a Rádio Mayrink Veiga, seguida da Rádio Educadora e outras da Bahia, Pará e Pernambuco.

A década de 30 marcou a Era do Rádio como veículo de comunicação de massa, refletindo as mudanças pelas quais o país passava. O crescimento da economia nacional atraía investimentos estrangeiros, que encontravam no Brasil um mercado promissor. A indústria elétrica e a indústria fonográfica proporcionaram um grande impulso à expansão radiofônica. A Era do Rádio e a Era de Ouro dos Cassinos estão associados a alguns artistas famosos que tiveram suas carreiras impulsionadas pela divulgação no rádio, e como palco ou referências de grandes shows os famosos cassinos da primeira metade do século 20. O Cassino da Urca no Rio de Janeiro marcou uma época. Entre os artistas nacionais que lá fizeram shows estão Carmen Miranda, Emilinha Borba e Grande Otelo. 

Em 1936 a Rádio Nacional foi fundada e marcou a radiofonia no Brasil. Em seus quadros, brilhavam os talentos de Iberê Gomes Grosso, Luciano Perrone, Almirante, Radamés Gnattali e Dorival Caymmi. Em 1940, a Rádio Nacional foi encampada pelo governo de Getúlio Vargas, a programação ganhou novo formato, sob a direção de Gilberto de Andrade. O auge do rádio no Brasil ocorreu a partir dos anos 40, quando o país assiste o surgimento de ídolos, novelas e revistas a expor o meio artístico. Dessa época são nomes como Mário Lago, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Paulo Gracindo, Janete Clair e outros, que eram retratados na Revista do Rádio, de Anselmo Domingos. 

 Apesar de ter garantido por várias décadas papel de destaque na sociedade brasileira, em fins da década de 1950, devido a concorrência da televisão, o rádio começou a perder prestígio e anunciantes, o que impossibilitava manter um caro cast de atores e atrizes.