Desregulamentação das Telecomunicações

O padrão de desenvolvimento das telecomunicações no Brasil para a formação do Sistema Telebrás acompanhou o modelo prevalecente na Europa, cuja característica principal foi a existência de uma empresa estatal, construindo as redes de comunicação e provendo os serviços telefônicos, além de fomentar o desenvolvimento da pesquisa e da tecnologia [...]. As estruturas de telecomunicações no mundo basearam-se, até a década de 70, na tecnologia analógica e se configuravam como monopólios naturais, públicos ou privados. A partir do final da década de 60, iniciava-se o período de mudanças que culminou com a total reestruturação das telecomunicações no mundo. Esse processo estabeleceu a digitalização das redes, elemento técnico fundamental para o desenvolvimento das (Tecnologias da Informação e da Comunicação), e a quebra dos monopólios. 

A desregulamentação e a privatização dos grandes serviços públicos de telecomunicações, no começo da década de 90, abriram um novo campo: à expansão do Investimento Direto Estrangeiro nos serviços de telecomunicações. A convergência das tecnologias de informática e de telecomunicações, bem como a introdução das tecnologias ligadas às comunicações por satélite, ao comando numérico e às fibras ópticas criou as condições para o estabelecimento de um sistema mundial.

O processo de internacionalização dos grandes operadores de telecomunicações pode ser analisado de três maneiras distintas: mudanças de ordem tecnológica; mudanças de ordem econômica; e, mudanças de ordem institucional.