Comunicação Comunitária

comunicação comunitária tem como característica identificar e transmitir os interesses da comunidade em que está inserida. Ela pode ser feita através das rádios comunitárias, de televisão comunitária (canal comunitário), dos jornais de bairros, de jornal-mural, de rádio-poste, de fanzine, dentre outros. Surgiu da necessidade de democratizar a informação e é uma importante alternativa para promover e ampliar o debate sobre as relações entre comunicação, educação e comunidade, e dar voz às pessoas que não possuem espaço na grande mídia. A maioria dos meios de comunicação que trabalham com a comunicação comunitária se sustentam de doações, dentre outros.

É feita por um morador ou moradores e presta serviço à comunidade dando informes, avisos, campanhas, e, em geral, assuntos voltados diretamente à comunidade. As informações passadas pelos meios de comunicação comunitária são mensagens que incentivam a participação dos moradores na solução de seus problemas. Nela, valoriza-se a cultura local, resgatando a história, as tradições, informando festas e eventos daquela determinada região. O conteúdo promovido por esse tipo de comunicação não só envia mensagens de um lado, como permite a troca de ideias por duas ou mais partes. A promoção dessa prática fortalece a criticidade dos atores cívicos que se encontram em luta por reconhecimento. Além de dar visibilidade aos atores, a Comunicação Comunitária pode ajudar a reduzir a desigualdade deliberativa que eles enfrentam.


Audiência

O discurso mediado pela comunicação comunitária é voltado a públicos comuns. Por ser produzido por um grupo de pessoas que partilham dos mesmos valores, pode ser destinado para uma perspectiva interna ou externa de acessibilidade. Seus produtores não precisam necessariamente serem profissionais da comunicação. Sua ação tem como foco os atores e perspectivas que, tradicionalmente, permanecem em uma condição de invisibilidade. Os meios comunitários voltam-se, sobretudo, para a mobilização social e a educação informal, trabalhando “com pautas de interesse mais específico de segmentos sociais (assuntos dos bairros, do trabalho, de movimentos sociais, questões de violência, esclarecimentos quanto aos perigos relacionados às drogas e outras problemáticas de segmentos sociais excluídos)”.