Caso Escola Base

O Caso Escola Base (1994) é objeto de documentários e diversas teses, artigos e seminários tratando sobre a falta de ética jornalística, principalmente em relação as falhas na apuração, no apelo sensacionalista e como exemplo de calúnia, difamação, injúria e danos morais.

Escola Base foi uma escola particular localizada em São Paulo. Em março de 1994, seus proprietários, a professora Paula Milhim Alvarenga e o seu esposo e motorista Maurício Monteiro de Alvarenga foram injustamente acusados pela imprensa de abuso sexual contra alguns alunos de quatro anos da escola. Em consequência da revolta da opinião pública, a escola foi obrigada a encerrar suas atividades.

O Caso envolve o conjunto de acontecimentos ligados a essa acusação, tais como a cobertura parcial por parte da imprensa e a conduta precipitada e muito questionada por parte do delegado de polícia responsável pelo caso, que, supostamente, teria agido pressionado pela mídia televisionada e pelas manchetes de jornais. O caso foi arquivado pelo promotor Sérgio Peixoto Camargo por falta de provas.

As pessoas acusadas no caso passaram a sofrer de doenças como estresse, fobia e cardiopatia, além de se isolarem da comunidade e perderem seus empregos. Em 1995, o acusados injustamente moveram uma ação por danos morais contra a Fazenda Pública do Estado e contra os seguintes órgãos de imprensa: Folha de S.Paulo; Estado de São Paulo; Globo; SBT; Record; Rádio e TV Bandeirantes; ISTOÉ; Veja; Notícias Populares e Folha da Tarde.