Capitalismo informacional

O conceito de Capitalismo informacional foi proposto na obra "Sociedade em Rede", pelo sociólogo Manuel Castells, e elege a tecnologia de informação como o paradigma das mudanças sociais que reestruturaram o modo de produção capitalista, a partir de 1980. É uma teoria que observa a sociedade da virada do século XX para o século XXI, e assinala uma nova realidade de práticas sociais geradas pelas transformações decorrentes da “revolução tecnológica concentrada nas tecnologias de informação”.  

É formulado a partir de dois eixos analíticos para a compreensão das dinâmicas das sociedades: modos de produção (capitalismo e estatismo), e modos de desenvolvimento (agrário, industrial e informacional).

Pressupõe o caráter transformador das novas práticas sociais advindas da revolução tecnológica, principalmente no campo das tecnologias da informação, que resultariam na criação de uma nova estrutura social que se manifesta de acordo com a diversidade cultural e de acordo com as instituições existentes.

É uma interpretação que propõe o rejuvenescimento do capitalismo a partir do informacionalismo, e, portanto, crê que a ausência da tecnologia de informação teria limitado a realidade do próprio capitalismo. Para melhor compreensão do conceito, é possível perceber a diferença entre as palavras “indústria” e “industrial”, quando se observa que a sociedade industrial não significa uma sociedade que tenha indústrias, mas sim aquelas nas quais as formas sociais, tecnológicas e os hábitos da vida cotidiana são por ela influenciados. Analogicamente, Castells distingue o termo “informação” (fundamental em todas as sociedades) do termo “informacional”, uma espécie de atributo de organização social.