Teoria Etnográfica

A Teoria Etnográfica busca enxergar e compreender a diversidade cultural e lingüística na complexidade dos diferentes pontos de vista. Para isso, é preciso evitar o etnocentrismo (tomar o mundo pelo centro de nossa própria cultura), ou seja, subverter a lógica unilateral de nossos próprios limites conceituais, por meio da relativização. Para essa teoria, a realidade não é uma via de mão única, nem tem lados demarcados e enumerados.

Teoria Instrumentalista

A Teoria Instrumentalista determina que as notícias são instrumentos para determinados interesses políticos. Surgiu de um estudo/pesquisa realizado sobre parcialidade, que buscava verificar a existência ou não de distorções em textos noticiosos. 

Essa Teoria possui princípios epistemológicos presentes na teoria do espelho, pois ela aceita que é possível refletir a realidade em uma notícia, e a partir desse pressuposto, visa verificar as distorções contidas nela.

Teoria Gnóstica

As notícias têm uma estrutura de valores que são compartilhados pelos jornalistas entre si, embora carreguem ecos da interação com a sociedade. Esse compartilhamento é nitidamente uma operação gnóstica, com ritos de passagem e forte conotação de conhecimento secreto, só acessível a uns poucos iniciados, os próprios jornalistas". Pena

Teoria Organizacional do Jornalismo

As notícias são como são porque as empresas e organizações jornalísticas assim as determinam”. Cremilda Medina
Essa teoria se originou na administração e na psicologia, e foi adaptada para o jornalismo em 1995, pelo sociólogo norte-americano Warren-Breed. 

Espiral de Silêncio

As pessoas tendem a escolher opiniões contrárias à ideologia majoritária (...) ou seja, as pessoas não só são influenciadas pelo que os outros dizem como também pelo que imaginam que eles poderiam dizer. Se acharem que suas opiniões podem não ter receptividade, optam pelo silêncio (...) Os meios de comunicação tendem a priorizar as opiniões dominantes, ou melhor, as opiniões que parecem dominantes, consolidando-as e ajudando a calar as minorias (na verdade, maiorias) isoladas". Pena  

Segundo Elisabeth Noelle-Neumannautora da teoria, os agentes sociais têm medo de ficarem isolados em seus comportamentos, atitudes e opiniões e, tendencialmente, evitam expressar opiniões que não coincidam com a opinião da maioria dominante.  

Newsmaking

Diante da imprevisibilidade dos acontecimentos, as empresas jornalísticas precisam colocar ordem no tempo e no espaço. Para isso, estabelecem determinadas práticas unificadas na produção de notícias. É dessas práticas que se ocupa a teoria do newsmaking". Pena

Os estudiosos do newsmaking, cujo os principais expoentes são Gaye Tuchman (1972) e Herbert Gans (1979), buscavam entender como o simulacro de objetividade posto em prática pelos jornalistas impacta tanto a formação da agenda da mídia quanto a recepção das notícias.

Gatekeeping

Nessa teoria, o processo de produção da informação é concebido como uma série de escolhas onde o fluxo de notícias tem de passar por diversos gates, isto é, "portões"  que não são mais do que áreas de decisão em relação às quais o jornalista, isto é, o gatekeeper, tem de decidir se vai escolher essa notícia ou não. Se a decisão for positiva, a notícia acaba por passar pelo "portão", se não for, a sua progressão é impedida, o que na prática significa a sua "morte" porque significa que a notícia não será publicada (...) Traquina 

Agenda Setting

Entre várias teorias sobre os efeitos dos media, esta tem sobrevivido e até expandido a sua influência nos últimos anos. Este modelo teórico refere que os media têm um real efeito na opinião pública apenas pelo fato de darem mais atenção a certos assuntos e esquecerem outros. Os nomes mais sonantes da recente investigação sobre a hipótese de agenda setting – os investigadores americanos McCombs e Shaw – argumentaram que, através dos media, as audiências não só são informadas sobre assuntos de interesse público, mas também são condicionadas sobre o grau de importância que devem atribuir a um assunto, pela visibilidade que os media lhe conferem". Dicionário de Ciências da Comunicação