Pós-Modernidade

Pós-Modernidade é o aspecto cultural da sociedade pós-industrialConceito sociológico que designa a condição sócio-cultural e estética dominante no capitalismo após a queda do Muro de Berlim (1989), o colapso da União Soviética e a crise ideológica nas sociedades ocidentais no final do século XX . No modelo Pós-Industrial de produção, que privilegia serviços e informação sobre a produção material, a Comunicação e a Indústria Cultural ganham papéis fundamentais na difusão de valores e ideias do novo sistema. 

Teoria do Agir Comunicativo

Teoria desenvolvida pelo filósofo e sociólogo da Escola de Frankfurt, Jürgen Habermas. Nela, Habermas introduz o conceito de razão comunicativa, contrapondo-se à ideia de que a razão instrumental constitua a própria racionalização da sociedade ou o único padrão de racionalização possível.

Teoria Etnográfica

A Teoria Etnográfica busca enxergar e compreender a diversidade cultural e lingüística na complexidade dos diferentes pontos de vista. Para isso, é preciso evitar o etnocentrismo (tomar o mundo pelo centro de nossa própria cultura), ou seja, subverter a lógica unilateral de nossos próprios limites conceituais, por meio da relativização. Para essa teoria, a realidade não é uma via de mão única, nem tem lados demarcados e enumerados.

Teoria Instrumentalista

A Teoria Instrumentalista determina que as notícias são instrumentos para determinados interesses políticos. Surgiu de um estudo/pesquisa realizado sobre parcialidade, que buscava verificar a existência ou não de distorções em textos noticiosos. 

Essa Teoria possui princípios epistemológicos presentes na teoria do espelho, pois ela aceita que é possível refletir a realidade em uma notícia, e a partir desse pressuposto, visa verificar as distorções contidas nela.

Teoria Gnóstica

As notícias têm uma estrutura de valores que são compartilhados pelos jornalistas entre si, embora carreguem ecos da interação com a sociedade. Esse compartilhamento é nitidamente uma operação gnóstica, com ritos de passagem e forte conotação de conhecimento secreto, só acessível a uns poucos iniciados, os próprios jornalistas". Pena

Teoria Organizacional do Jornalismo

As notícias são como são porque as empresas e organizações jornalísticas assim as determinam”. Cremilda Medina
Essa teoria se originou na administração e na psicologia, e foi adaptada para o jornalismo em 1995, pelo sociólogo norte-americano Warren-Breed. 

Massificação x Segmentação de Público

Massificação: Processo de homogeinização do público pela indústria cultural que, para obter o máximo consumo, substitui as diferenças individuais pela padronização dos seres humanos, a pluralidade pela uniformização de comportamentos. Os críticos da indústria cultural apontam, na atuação dos meios de comunicação de massa (voltados para o lucro das empresas de comunicação e das empresas que neles anunciam seus produtos), um processo de alienação, passividade, perda das características culturais próprias a cada grupo ou região, afastamento da capacidade de reflexão e da consciência crítica individual e social". Rabaça e Barbosa 

Retórica e Teoria da Argumentação

Retórica (relacionada com a oratória dialéticaé a arte de falar bem, de se comunicar de forma clara, eloquente, transmitir ideias com convicção e de forma persuasiva. Era ensinada em várias escolas da Antiguidade fazendo parte das três artes liberais, juntamente com a lógica gramática, além de influenciar áreas como a poesia e política.

Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt surgiu 1923 (período de turbulência intelectual e política, na crise econômica e efervescência política na Alemanha que deu origem ao nacional-socialismo e na destruição dos movimentos comunistas e socialistas que haviam tentado a revolução no pós-guerra em 1918-19) de uma aglutinação de intelectuais judeus alemães de esquerda, de várias procedências e especialidades. Por isso, sua característica mais marcante era a pluralidade de interesses, de pesquisas, de modos de argumentação e a multidiciplinaridade.

Espiral de Silêncio

As pessoas tendem a escolher opiniões contrárias à ideologia majoritária (...) ou seja, as pessoas não só são influenciadas pelo que os outros dizem como também pelo que imaginam que eles poderiam dizer. Se acharem que suas opiniões podem não ter receptividade, optam pelo silêncio (...) Os meios de comunicação tendem a priorizar as opiniões dominantes, ou melhor, as opiniões que parecem dominantes, consolidando-as e ajudando a calar as minorias (na verdade, maiorias) isoladas". Pena  

Segundo Elisabeth Noelle-Neumannautora da teoria, os agentes sociais têm medo de ficarem isolados em seus comportamentos, atitudes e opiniões e, tendencialmente, evitam expressar opiniões que não coincidam com a opinião da maioria dominante.